- Procuradores de Beirute apresentaram denúncia contra o ex-governador do Banco Central, Riad Salameh, e dois advogados por suposto desvio de 44,8 milhões de dólares, via uma “conta de consultoria” do banco central.
- A denúncia autoriza ampliar investigações sobre movimentações de recursos entre bancos sem que a Comissão Especial de Investigação do banco tenha sido notificada.
- Salameh, que comandou o banco por trinta anos, já era alvo de investigações nacionais e internacionais sobre suposto desvio de mais de 300 milhões de dólares entre 2002 e 2015; ele nega irregularidades.
- O banco central atuará como autor principal em uma investigação estatal sobre a Forry Associates, empresa apontada como recebendo comissões de bancos comerciais e transferindo fundos para o exterior; a empresa é controlada pelo irmão de Salameh, Raja, que também nega irregularidades.
- Salameh e integrantes da família estão sob investigações na França, Alemanha, Suíça e outros países.
Riad Salameh, ex-governador do banco central do Líbano, foi indiciado por embezzlement, falsificação e enriquecimento ilícito, segundo a Câmara de Acusação de Beirute. A investigação envolve ainda dois advogados, Marwan Issa el-Khoury e Michel John Tueni, por suposta apropriação de 44,8 milhões de dólares de uma conta de consultoria do banco central.
O documento obtido pela Reuters aponta que os recursos teriam saído de uma conta de consultoria mantida pelo banco. A Câmara de Acusação também autorizou ampliar apurações sobre transferências de fundos entre bancos sem aviso da Comissão de Investigação Especial do banco.
Salameh, cujo mandato de 30 anos terminou, é alvo de investigações nacionais e internacionais, com acusações de desvio de mais de 300 milhões de dólares entre 2002 e 2015, que ele nega. O banco central informou que atuará como querelante principal em uma investigação estatal sobre a Forry Associates.
Expansão das apurações
A acusação também investiga como fundos foram movimentados entre bancos, sem comunicação à comissão interna do banco. A ação acompanha denúncias já apresentadas pelo banco contra um ex-funcionário superior, um ex-banqueiro e um advogado, por enriquecimento ilícito ligado ao uso de recursos públicos.
Envolvimento internacional
As autoridades líbias são alvo de investigações em França, Alemanha, Suíça e outras nações sobre suposto desvio de recursos. O Forry Associates, controlado pelo irmão de Salameh, Raja, é suspeito de receber comissões de bancos comerciais e repassar valores ao exterior, segundo o banco.
Observação: as informações são divulgadas pela imprensa com base em documentos oficiais do judiciário libanês e em declarações de autoridades competentes.
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