- O ministro da Justiça da Colômbia, Andrés Idárraga, informou que seu celular foi alvo do software espião Pegasus entre agosto e novembro de 2025.
- Segundo laudo pericial, o Pegasus foi usado de forma ilegal para espioná-lo a ele e à família, com a interceptação supostamente iniciada a partir do Ministério da Defesa e de estruturas de contrainteligência do Exército.
- Idárraga investigava vínculos entre altos comandos militares e dissidências da extinta guerrilha das Farc durante o período da interceptação.
- Em dezembro, o ministro do Interior, Armando Benedetti, também afirmou ter sido infectado pelo Pegasus, dizendo ter apenas suspeitas sobre a autoria e contratando um investigador particular.
- O presidente Gustavo Petro criticou a compra do software feita pelo ex-presidente Iván Duque; especialistas apontam uso do spyware em vários países, incluindo México e Arábia Saudita.
O ministro da Justiça da Colômbia, Andrés Idárraga, afirmou que seu celular foi alvo de espionagem com o software Pegasus entre agosto e novembro de 2025. A informação vem de um laudo pericial e indica o segundo caso do tipo no governo de Gustavo Petro.
Segundo Idárraga, a interceptação ocorreu enquanto ele investigava casos de corrupção quando ainda era secretário da Transparência, antes de assumir o Ministério da Justiça. O objetivo do ataque não foi detalhado, mas o episódio é considerado grave para a atuação pública.
O ministro informou que o Pegasus foi utilizado de forma ilegal para espionar a ele e a família. A suspeita é de que a interceptação tenha se iniciado a partir do Ministério da Defesa, com uso de estruturas de contrainteligência do Estado vinculadas ao Exército.
Contexto e desdobramentos
Especialistas independentes descrevem o Pegasus como capaz de acessar conversas, chamadas, além de ativar câmera e microfone em apps de mensagens criptografadas, segundo estudos do Citizen Lab. A tecnologia é alvo de controvérsia em várias nações.
Em dezembro, o ministro do Interior, Armando Benedetti, também relatou ter sido infectado pelo mesmo software. Ele mencionou ter contratado um investigador particular e disse possuir apenas suspeitas sobre o autor do ataque.
O governo de Petro já criticou a compra do software pelo ex-presidente Iván Duque. Em meio aos relatos, órgãos de inteligência não chegaram a um consenso sobre quem controla a ferramenta no país.
Especialistas destacam que o Pegasus tem sido utilizado em diferentes países, com relatos de espionagem a ativistas e jornalistas em contextos diversos, incluindo México e Arábia Saudita.
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