- A presença de agentes de imigração tem aumentado nos EUA; houve tiroteio em Minneapolis durante operação do ICE que matou Renee Nicole Good, cidadã americana de 37 anos, e o DHS planejava enviar mil agentes adicionais; há afirmação de que há mais agentes do ICE em Minnesota do que policiamento local somado.
- Em Portland, Oregon, agentes da alfândega e proteção de fronteira atiraram em duas pessoas em um carro, hospitalizando-as; incidentes violentos envolvendo agentes de imigração se intensificaram nos últimos meses.
- Especialistas destacam que o risco para qualquer pessoa aumenta com a presença massiva das agências; é recomendado ter um “plano de segurança” e contatos de emergência, principalmente para quem enfrenta possível deportação.
- No local, a orientação é observar e registrar o que acontece, evitar confronto direto e usar sinalização como o acrônimo SALUTE (tamanho, atividade, prisão, unidade, tempo, equipamentos) para relatar ocorrências com rapidez.
- Mesmo não indo às ruas, há formas de contribuir: pressionar autoridades locais a cortar contratos de vigilância e uso de reconhecimento facial, apoiar famílias de detidos e colaborar com redes de assistência civil e vigilância comunitária.
Dois meses após a escalada de operações de imigração no país, agentes federais intensificaram a presença em cidades norte-americanas, com ações que geraram confrontos e apreensões. Nesta semana, houve um tiroteio que resultou na morte de uma moradora de Minneapolis durante uma operação do ICE. O órgão informou ter aumentado o efetivo na região, com planos de envio de mil agentes adicionais, elevando o total para cerca de 3 mil no estado. As autoridades locais avaliam impacto sobre a segurança pública.
Em meio ao aumento de operações, também houve relato de violência envolvendo agentes da CBP em Portland, resultando em hospitalizações de duas pessoas. As ocorrências integram uma sequência de ações de fiscalização de imigração, que têm sido objeto de críticas e ações judiciais em Minnesota, Illinois e outros estados. Especialistas lembram que, historicamente, grande parte das infrações de imigração envolve questões civis, não criminais.
Analistas afirmam que o número de agentes e a presença de operações em comunidades elevam o risco de contatos entre a população e as autoridades, mesmo para cidadãos e residentes com status regular. Aumento do orçamento federal para fiscalização de imigração coincide com crescimento de descontentamento público e debates sobre segurança pública.
Planejamento ante encontros com autoridades
Organizações de defesa de imigrantes orientam a elaboração de um plano de segurança para situações em que alguém possa cruzar com ações de ICE. O plano pode incluir contatos de emergência de confiança, números para memorizar, e informações a manter nos ambientes escolares de crianças. Em casos de risco conhecido, pode ser recomendada a designação de tutores legais e de procuração.
Coligações ligadas à área de direitos civis destacam a necessidade de cautela com vigilância digital e de restringir o compartilhamento de informações em plataformas públicas. Também sugerem que moradores próximos das ações reconheçam voluntários e mantenham postura de observação, sem intervenção direta na ação policial.
Orientações para quem presencia ações
Quem estiver presente em uma ação de imigração deve permanecer como observador, registrando o que acontece. Treinamentos de organizações locais destacam a importância de identificar-se como espectador, evitar confrontos e manter a documentação de veículos, uniformes e intervenções. Em caso de orientação para recuar, deve-se seguir a orientação mantêm-se em conformidade com a autoridade.
Profissionais de defesa jurídica enfatizam que registros de atividades podem servir como evidência de conduta, desde que não haja interrupção de procedimentos legais. A proximidade com agentes aumenta o risco de detenção ou agressões, segundo especialistas, reforçando a necessidade de avaliação de riscos em tempo real.
Contribuições fora das ruas
Para quem não pode estar no local, existem formas de colaborar com a segurança comunitária. Organizações de direitos civis promovem campanhas contra vigilância em tempo real e contratos que alimentem informações para ICE. Ações locais podem incluir pressões a prefeitos e câmaras para restringir sistemas de vigilância e uso de tecnologias de reconhecimento facial.
Voluntários também atuam em apoio a famílias de detidos, oferecendo apoio logístico e orientação aos visitantes de centros de detenção. Grupos comunitários destacam a importância de mobilização em redes de apoio, como plataformas de monitoramento civil e redes de assistência humanitária, para fortalecer a resiliência local diante das operações de imigração.
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