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Progresistas do Congresso prometem bloquear financiamento ao DHS sem reformas

Caucus progressista promete bloquear recursos do Departamento de Segurança Nacional até reformas em fiscalização migratória, após morte de cidadão em Minnesota

Federal agents clash with community members during an immigration enforcement operation in Minneapolis on Tuesday.
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  • Parlamentares progressistas dos Estados Unidos prometeram se opor ao financiamento do Departamento de Segurança Interna sem reformas significativas na fiscalização de imigração, após a morte de uma cidadã em Minnesota.
  • Ilhan Omar afirmou que o caucus vai “opor-se a todo o funding” para a fiscalização de imigração até que reformas concretas sejam aprovadas.
  • As propostas de reforma incluem impedir que agentes usem máscaras, exigir mandados para prisões e pôr fim a instalações privadas de detenção.
  • A oposição dos progressistas pode dificultar a aprovação do orçamento do DHS, que é objeto de negociação entre Câmara e Senado com prazo até o fim do mês.
  • A morte de Renee Nicole Good ocorreu durante operação do ICE em Minneapolis; autoridades defendem as ações e há ações legais em curso contra a operação.

O grupo de progressistas no Congresso dos EUA anunciou que irá se opor ao financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) a menos que haja reformas significativas nas políticas de imigração. A declaração ocorreu após a morte de uma cidadã estadunidense em Minnesota na semana passada, causada por um agente da ICE durante uma operação de deportação. A resistência envolve o Congresso e o governo federal, com o prazo para aprovar os orçamentos se aproximando.

Segundo o porta-voz do Congressional Progressive Caucus, o grupo não apoiará emendas de financiamento que não incluam mudanças para zerar o policiamento militarizado e mecanismos de fiscalização mais rigorosos. A deputada Ilhan Omar, líder do grupo, afirmou que não é possível manter fundos para agências que atuam com impunidade e violência.

A bancada pediu medidas específicas para o orçamento de segurança interna, incluindo proibições ao uso de máscaras por agentes, exigência de mandados para prisões e o fim de instalações privadas de detenção, alegando condições degradantes. A líder da bancada, Pramila Jayapal, destacou que os abusos são extensos e precisam ser enfrentados.

Repercussões e contexto

A oposição dos progressistas, com cerca de 100 membros, pode complicar a aprovação do projeto de lei de financiamento do DHS, ainda em negociação entre as casas. A votação é vista como crucial para evitar um possível shutdown parcial do governo.

O maior partido democrata na Câmara, liderado por Hakeem Jeffries, concordou em separar medidas que garantam padrões de conduta do ICE, alinhando-se a demandas de reforma apresentadas pela oposição. No Senado, o senador Chris Murphy defendeu reformas no pacote de financiamento da pasta.

A morte de Renee Nicole Good em Minneapolis ocorreu após uma operação ampliada pelo DHS na cidade, orientada pela atual estratégia de endurecimento das deportações. A Procuradoria-Geral de Minnesota abriu uma ação federal contra a operação. A secretária de Segurança Nacional sinalizou reforço de contingente com centenas de agentes adicionais.

Implicações políticas e ações futuras

A atuação do DHS é alvo de críticas e ações legais, com representantes democratas propondo ações de responsabilização. Apoios e objeções ao aumento de controles sobre o ICE refletem a disputa entre o governo federal e o Legislativo sobre a autoridade sobre a agência.

A deputada Robin Kelly informou que apresentará artigos de impeachment contra a secretária da Segurança Nacional, citando obstrução de justiça e violação de confiança pública. Outros membros defendem o ajuste do financiamento como resposta a abusos percebidos.

Desdobramentos também incluem críticas a políticas de detenção e a presença de agentes em operações de imigração. A discussão segue enquanto os legisladores buscam um equilíbrio entre segurança, direitos civis e controle do gasto público.

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