- O governo australiana busca o substituto de Kevin Rudd como embaixador em Washington, após ele anunciar saída antecipada para retornar ao think tank Asia Society.
- Entre os nomes ventilados estão ex-ministros Joel Fitzgibbon e Stephen Conroy, o chefe do departamento de defesa Greg Moriarty e o diplomata de carreira Justin Hayhurst.
- Don Farrell, atual ministro de comércio e turismo, aparece como surpresa na corrida, enquanto o ex-primeiro-ministro Scott Morrison também é citado como possível candidato.
- Parlamentares e analistas destacam a importância de manter a linha com a aliança Aukus e de considerar o impacto junto à base Maga ao escolher o substituto.
- A decisão será tomada pelo primeiro-ministro Anthony Albanese e pela ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, com foco em alguém com forte compreensão da relação com os Estados Unidos e menos envolvido em polarização política.
Austrália busca o substituto de Kevin Rudd como embaixador em Washington. O anúncio da saída, antecipada em um ano, ocorreu após Rudd ser elogiado por conduzir a relação com os EUA durante a administração Trump. A escolha ficará a cargo do primeiro-ministro Anthony Albanese e da ministra das Relações Exteriores, Penny Wong.
Analistas apontam que a decisão pode levar em conta a aliança Aukus e as reações da base Maga, além de manter o equilíbrio entre diplomacia e política interna. A avaliação envolve fatores de experiência pública, conhecimento técnico e capacidade de leitura do cenário político americano.
Entre os nomes mencionados por figuras do governo estão ex-ministros do Labor, ex-autoridades do Ministério da Defesa e um diplomata de carreira. Joel Fitzgibbon e Stephen Conroy, que atuaram com Albanese nos governos Rudd e Gillard, aparecem como possibilidades. Don Farrell também aparece como surpresa.
Possíveis candidatos
Greg Moriarty, atual chefe do Ministério da Defesa, é visto como favorito por analistas. Mora incluindo histórico como chefe de gabinete de Turnbull e ex-embaixador no Irã e na Indonésia, com forte domínio sobre a pauta Aukus. Justin Hayhurst, diplomata de carreira, também é cotado.
Outro grupo considera Conroy, ex-ministro das Comunicações, que hoje atua como lobista e comentarista. Questionamentos recentes sobre declarações políticas podem complicar sua indicação, segundo especialistas. Fitzgibbon, ex-ministro da Defesa, atua como lobista em Canberra e dirige uma consultoria.
Além disso, Don Farrell, experiente operador político do ALP, é apontado como opção viável, com atuação na condução de políticas comerciais e ligadas a tarifas americanas. A possibilidade de Mark McGowan, ex-governador da Austrália Ocidental, é mencionada como alternativa.
Observações dos especialistas
Bruce Wolpe, pesquisador da United States Studies Centre, afirma que a escolha não precisa recair em alguém com alto perfil político. Segundo ele, o cargo demanda alguém bem preparado tecnicamente, menos suscetível a movimentos eleitorais nos EUA em ano de eleições legislativas.
Wolpe ressalta que o embaixador precisa entender a relação bilateral e manter diálogo com Congresso e Casa Branca, minimizando ruídos políticos. O histórico de Rudd, que manteve parcerias com democratas e republicanos, é citado como referência.
Pontos sobre a base Maga são citados por analistas: políticos com posições fortes em diversidade ou energia renovável podem enfrentar resistência entre parte do eleitorado conservador dos EUA. A avaliação visa evitar conflitos que atrapalhem a condução da relação.
Contexto institucional
Rudd assumiu o posto há três anos, com ênfase na cooperação em temas críticos, incluindo minerais estratégicos e o setor de previdência. A gestão anterior do tema Aukus permanece como referência na diplomacia australiana com Washington. A decisão final depende de Albanese e Wong.
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