- Um apagão de rádio de oito horas nos aeroportos gregos, na semana passada, levou ao fechamento do espaço aéreo e ao desvio de dezenas de voos.
- Investigações não apontaram a causa exata e apontaram desincronização de vários sistemas, descartando ataque cibernético.
- O relatório indica que o sistema de voz da autoridade de aviação civil e a infraestrutura de telecomunicações crítica dependem de tecnologia desatualizada, sem suporte de fabricantes.
- A operadora OTE já havia alertado, desde 2019, sobre a necessidade de novos circuitos; o documento recomenda atualizar transceptores e criar um mecanismo de crise entre a autoridade e a OTE.
- O governo afirma que os sistemas atendem padrões da União Europeia e que o plano de atualização deve terminar em 2028; sindicatos dizem que o relatório valida suas reivindicações.
Oito horas de indisponibilidade no rádio de aeroportos gregos na semana passada levaram o país a fechar seu espaço aéreo temporariamente e desviar dezenas de voos. Investigadores indicaram que parte do problema veio de um sistema de comunicação antigo, sem suporte dos fabricantes.
O relatório de uma comissão de cinco membros, contratada pelo governo, aponta que as falhas ocorreram quando vários sistemas perderam sincronia, prejudicando a comunicação entre torres e aeronaves. A gravidade do episódio foi classificada como baixo risco para a segurança das operações.
O texto afirma ainda que o ataque cibernético foi descartado como causa. Pilotos e controladores teriam respondido de forma adequada, minimizando impactos durante o evento, ocorrido em 4 de janeiro.
Causas técnicas e recomendações
Segundo o documento, o serviço de voz da Autoridade de Aviação Civil e a infraestrutura de telecomunicações de suporte utilizam tecnologia desatualizada, sem garantias operacionais atuais. A OTE havia alertado desde 2019 sobre a necessidade de novas circuitos.
O relatório recomenda a atualização de transceptores e mudanças adicionais, além da criação de um mecanismo de resposta a crises entre a autoridade de aviação civil e a operadora. Fontes oficiais destacam que o sistema está alinhado aos padrões da UE, com um plano de atualização em andamento até 2028.
A postagem também aponta que o governo já tem um cronograma de modernização, enquanto sindicatos pressionam por reformas mais cedo, argumentando que a estrutura atual representa risco em cenário de turismo intenso.
Entre na conversa da comunidade