- Irã estava prestes a executar o protestante Erfan Soltani, de 26 anos, mas o governo recuou após ameaças de intervenção dos Estados Unidos, ainda sem confirmação independente.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a execução poderia não ocorrer, citando “fontes importantes do outro lado”, mas não houve confirmação externa.
- Nas últimas duas semanas, mais de 3.400 pessoas foram mortas e mais de 10.000 presas durante os protestos; há estimativas de até 15.000 vítimas.
- O país manteve grande parte do acesso à internet bloqueado, dificultando o recebimento de informações, com a Starlink oferecendo serviço gratuito e algumas ligações internacionais sendo feitas.
- O envolvimento dos Estados Unidos é incerto, mas houve retirada de parte do pessoal de bases no Oriente Médio; autoridades iranianas apontam EUA e Israel como responsáveis pela violência.
Iran enfrenta nova escalada de protestos enquanto o governo sinaliza acelerar ações contra manifestantes. O tema ganha repercussão internacional após promessas de intervenção dos EUA repercutirem na região.
Autoridades iranianas se preparavam para executar Erfan Soltani, jovem de 26 anos detido recentemente, em meio a tensões crescentes. A notícia veio no momento em que autoridades públicas indicaram tribunais rápidos para casos envolvendo demonstrantes.
O presidente dos EUA declarou que poderia haver ações duras caso Teerã execute manifestantes, citando fontes confiáveis. Ainda não houve confirmação oficial de que as execuções seriam interrompidas.
Desfecho incerto e contexto
A campanha de protesto teve início após inflação elevada e queda no valor da moeda, em 2022, com a morte de Mahsa Amini. Dados de grupos de direitos humanos indicam dezenas de milhares de detenções e milhares de mortes desde então.
Autoridades iranianas também desligaram grande parte da internet para conter a divulgação de imagens e relatos externos. Apesar disso, houve relatos de tentativas de comunicação via serviços móveis internacionais.
Analistas mencionam que o regime busca demonstrar controle em meio a críticas internas e externas. O governo tem reiterado que apresentará julgamentos rápidos para os casos envolvendo tumulto público.
O ministro visitante da área externa classificou as ações como resposta necessária a ataques à ordem pública. O governo afirma que não tolerará disrupturas à segurança nacional durante o período de protestos.
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