- O Exército libanês disse ter desarmado o Hezbollah no sul do país, abrindo a região ao sul do rio Litani conforme condição da Resolução 1701 da ONU.
- Israel não confia na margem de desarmamento e afirma que o Hezbollah está se rearmando mais rápido do que se desarmando.
- O conflito coloca o Líbano entre duas opções desagradáveis: desarmar o Hezbollah à força ou sofrer uma invasão israelense, com potenciais impactos internos.
- Enquanto isso, estrangeiros e organizações humanitárias registram violações e questionam o cumprimento do cessar-fogo de 2024, com Israel realizando ataques e o Líbano citando dificuldades na retirada de pontos estratégicos.
- O governo libanês sinaliza que a etapa dois pode levar à apreensão de armas ao norte do Litani, embora o Hezbollah tenha dito que não concorda com retirada total no país.
O II Exército Libanês (LAF) informou ter avançado no desarmamento do Hezbollah no sul do Líbano, cobrindo a região a sul do Rio Litani. A medida foi apresentada como condição da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, vigente desde 2006 e reiterada no acordo de cessar-fogo de 2024 entre Líbano e Israel.
No entanto, Israel contesta a narrativa libanesa e afirma que o Hezbollah está se rearmando mais rapidamente do que o desarmamento. A percepção alimenta tensões, com Libano dependente de fundos internacionais condicionados ao cumprimento da condição de desarmar o grupo.
O Libano encara dois cenários desconfortáveis: tentar desarmar pela força, o que poderia provocar distúrbios, ou suportar uma invasão israelense para neutralizar o arsenal em todo o território. Analistas destacam a sensibilidade interna para evitar conflito.
A prioridade de Washington e de parceiros regionais é manter o cessar-fogo e avançar com o desarmamento, mas relatos indicam que Israel continua a realizar ataques esporádicos contra o sul do Líbano desde o acordo de 2024, com saldo de vítimas entre civis.
As Nações Unidas, por meio da Missão Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), registrou milhares de violações israelenses, enquanto o Líbano acusa Israel de não cumprir plenamente o acordo, incluindo a cessação de bombardeios e a retirada de cinco locais estratégicos.
Paralelamente, há convergência de interesses entre israelenses e parte da sociedade libanesa sobre a necessidade de eliminar o arsenal do Hezbollah, mesmo com receios de consequências políticas e de segurança. O desarmamento total permanece incerto.
A estratégia no terreno envolve a possibilidade de fase dois para confiscar armas acima do Litani. O governo libanês indica disposição, porém reconhece a dificuldade, já que o Hezbollah não teria aceitado abandonar o contingente restante no país.
Líderes do Hezbollah, por sua vez, indicaram que a retirada completa é improvável, argumentando que isso enfraqueceria o resistente. Em publicações recentes, o grupo reiterou resistência à desmilitarização total em todo o território.
Analistas alertam que, mesmo com desmobilização parcial, o Hezbollah mantém influência significativa no Líbano. Em meio a pressões externas, a situação pode evoluir com novas rodadas de negociações ou ações militares seletivas.
Fontes próximas ao tema indicam que a pressão internacional envolve a verificação de conteúdos, mapas e evidências de desarmação, enquanto avaliações de inteligência sugerem que o processo pode exigir mais que comprovação visual para ser considerado completo.
Entre na conversa da comunidade