- Deputados e senadores de ambos os partidos pedem a Donald Trump que autorize o Departamento de Estado a colaborar com o Open Technology Fund para abrir o acesso à internet no Irã, contornando a censura do regime.
- A ação busca colocar em prática a Freedom Act, apresentada no mês passado no Congresso para enfrentar as práticas de censura na internet no Irã, ainda sem aprovação.
- Os signatários afirmam que a gravidade dos protestos e a repressão violenta justificam medidas emergenciais para contornar o processo legislativo.
- A carta pede coordenação interagências, retomar a parceria com o Open Technology Fund, uso de tecnologias como redes privadas virtuais e avaliação de tecnologias emergentes, como redes diretas para celulares.
- O documento foi enviado a Trump e também a Marco Rubio, ao secretário de Estado, em meio a relatos de milhares de mortos e a pressão de grupos de direitos humanos.
Um grupo bipartidário de deputados pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que autorize o governo a ajudar a abrir o acesso à internet no Irã. A proposta visa contornar o processo legislativo para implementar a lei denominada Freedom Act.
Os signatários querem que o Departamento de Estado coopere com o Open Technology Fund, uma organização sem fins lucrativos apoiada pelo Congresso, para combater a censura iraniana. A medida seria uma resposta à escalada de protestos no país.
O pedido foi enviado à Casa Branca em meio a relatos de centenas de mortos e bloqueios generalizados de redes de comunicação. O objetivo é permitir que tecnologias existentes, como VPNs, sejam utilizadas para conectar o Irã ao mundo exterior.
O Freedom Act, apresentado no mês passado por Dave Min e Claudia Tenney na Câmara, e por Dave McCormick e Jacky Rosen no Senado, ainda não foi aprovado. O texto busca avaliar novas tecnologias para mediação de acesso digital aberto.
Parlamentares ressaltam a gravidade do momento no Irã, com protestos contra o regime que enfrentam repressão violenta. A carta aos EUA sustenta que a resposta executiva pode acelerar a coordenação entre agências e abrir caminho para ações urgentes.
Organizações de direitos humanos estimam dezenas de milhares de mortes em confrontos que começaram no fim de dezembro. O governo iraniano tem intensificado operações para isolar a população do acesso a informações externas.
Políticos afirmam que a atuação rápida dos Estados Unidos não substitui o debate legislativo, mas pode oferecer uma ventilação de conectividade enquanto a pauta avança no Congresso. O governo não detalhou ações específicas a serem tomadas.
Entre na conversa da comunidade