- A jornalista da Slate, Laura Jedeed, relata que participou de um ICE Career Expo em agosto de 2025 e recebeu uma oferta de emprego após uma entrevista de menos de seis minutos, sem assinatura de documentos.
- Ela afirma que, mesmo sem concluir os procedimentos ou enviar documentos como verificação de antecedentes, recebeu uma mensagem indicando uma “oferta tentatively” e instruções para etapas adicionais.
- A história gerou contestação do Departamento de Segurança Interna, que classificou as afirmações como mentirosas e disse que aquela mensagem não representa uma oferta de emprego.
- Jedeed sustenta que houve uma oferta final e uma data de início, com evidências em vídeo mostrando etapas além da “carta de seleção temporária”.
- A reportagem reacende preocupações sobre táticas de recrutamento do ICE e mudanças nas normas de contratação e treinamento ocorridas durante a gestão anterior, com o ICE ainda enfrentando críticas sobre o processo de recrutamento.
A jornalista da Slate, Laura Jedeed, relata que foi convidada a ingressar na ICE após uma entrevista de menos de seis minutos, sem necessidade de assinar qualquer papel. A matéria descreve o que considerou uma contratação com pouca verificação de antecedentes.
Jedeed, que já serviu no Exército dos EUA e hoje é analista civil, participou de um ICE Career Expo em agosto de 2025, em Arlington, no Texas. No evento, representantes da agência anunciavam contratações imediatas para agentes de deportação.
Ela afirma que, após a entrevista, foi informada de que a ICE priorizava a experiência em segurança pública e que poderia haver uma avaliação posterior do currículo. Um agente presente alegou que o objetivo era colocar o maior número possível de agentes no campo.
No relato, a jornalista descreve o recebimento de um e-mail em 3 de setembro oferecendo uma vaga provisória e instruções para preencher formulários, incluindo dados de carteira de motorista, histórico de violência doméstica e autorização de checagem de antecedentes. Ela não chegou a finalizar os procedimentos.
Jedeed verificou, semanas depois, que o sistema indicava uma vaga formal apesar de não ter assinado documentos exigidos, chegando a mostrar o status de ingresso em serviço. Ela recusou a oferta, atribuindo o possível erro a falha do processo de recrutamento da agência.
Controvérsia e resposta oficial
A Administração de Segurança Nacional (DHS) negou as acusações, classificando-as como falsas. Em comunicado, disse que a ICE apenas emite uma carta de seleção provisória, não uma oferta de emprego, e que os documentos requisitados devem ser concluídos para o avanço no processo.
Jedeed respondeu ao DHS, mantendo que o registro mostrava uma oferta final e uma data de início, e compartilhou um vídeo que, segundo ela, comprovaria o estágio final do processo. A Slate reiterou, por meio de uma porta-voz, que houve avanço em várias etapas de contratação além da expectativa de uma carta provisória.
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