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Trump diz que Zelenskiy, não Putin, segura acordo de paz na Ucrânia

Trump diz a Reuters que Zelenskiy, não Putin, atrasa acordo de paz na Ucrânia, destacando divergência com aliados europeus

Ukrainian President Volodymyr Zelenskiy listens to U.S. President Donald Trump, after Trump said that Russian President Vladimir Putin expressed willingness to help Ukraine "succeed", during a press conference at Trump's Mar-a-Lago club, in Palm Beach, Florida, U.S., December 28, 2025. REUTERS/Jonathan Ernst
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  • Trump disse a Reuters que a Ucrânia, e não a Rússia, está segurando um possível acordo de paz, em contraste com aliados europeus que dizem que Moscou não tem interesse em encerrar a guerra.
  • Ele afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, está pronto para fechar a invasão, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, seria mais reticente.
  • As negociações lideradas pelos EUA têm se concentrado em garantias de segurança para uma Ucrânia pós-guerra, com discussões sobre possíveis concessões territoriais no Donbas.
  • Zelenskiy já descartou concessões territoriais e muitos europeus e norte-americanos duvidam que Putin concorde com termos recentes acordados entre Kiev, Washington e aliados.
  • Trump afirmou que poderia encontrar Zelenskiy em Davos, se ele estiver presente; também mencionou que Witkoff e Kushner podem viajar a Moscou, segundo informações de reportagem.

Donald Trump afirmou à Reuters que a Ucrânia, e não a Rússia, é quem freia um acordo de paz com Moscou. O relato contrasta com a linha de aliados europeus, que há meses ressaltam o desejo de encerrar a ofensiva de Putin.

Em entrevista exclusiva à Casa Branca, Trump disse que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a fechar o conflito após quase quatro anos de guerra. Segundo o ex-presidente dos EUA, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, estaria mais reticente.

A fala de Trump sugere novo momento de tensão com Zelenskiy, com quem manteve relação volátil ao longo dos anos. As declarações ocorrem em meio a negociações lideradas por EUA para garantir garantias de segurança a uma Ucrânia pós-conflito.

Segundo apuração da Reuters, as tratativas recentes concentram-se em salvaguardas para evitar uma nova invasão russa, incluindo eventuais concessions territoriais por Kyiv, algo que autoridades ucranianas vêm resistindo veementemente.

Trump mencionou que o contato com Zelenskiy, durante a definição de termos, continua incerto. O ex-ocupante da Casa Branca indicou que poderia participar do Fórum Econômico Mundial em Davos, caso Zelenskiy também esteja presente, mas não confirmou planos.

Em relação a uma possível viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou, Trump disse não ter conhecimento prévio sobre essa possibilidade, informou a Reuters. O papel de Witkoff e Kushner na mediação tem sido destacado por várias fontes.

Zelenskiy tem reiterado publicamente que não há espaço para concessões territoriais que comprometam a integridade do país, citando a própria constituição como limite para negociações.

A reportagem de Reuters também lembrou que, em dezembro, autoridades de inteligência dos EUA indicaram que os objetivos de Putin na Ucrânia não haviam mudado, embora tenha havido disputas internas sobre a leitura dessas informações.

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