- Venezuela começou a libertar cidadãos americanos detidos, segundo um funcionário do governo dos Estados Unidos, que elogiou a iniciativa de Caracas.
- O número de libertados não foi confirmado; o funcionário informou apenas que foi mais de uma pessoa.
- A libertação foi ordenada pela presidente interina Delcy Rodríguez após o bombardeio dos EUA em Caracas no dia 3 de janeiro.
- Entre os libertados estão cidadãos espanhóis e italianos; EUA consideram a libertação de seus cidadãos no exterior uma prioridade.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou as primeiras libertações de presos políticos e afirmou ter barrado uma segunda onda de ataques.
A Venezuela começou a libertar cidadãos americanos detidos no país, afirmou nesta terça-feira um funcionário do governo dos Estados Unidos. O anúncio elogiou a iniciativa de Caracas, ocorrida dez dias após a destituição forçada do presidente Nicolás Maduro em meio a uma operação militar.
O representante norte-americano, que pediu anonimato, informou que houve libertações, mas não forneceu números nem detalhes sobre o número exato de pessoas beneficiadas, apenas que o total é superior a uma.
A presidente interina Delcy Rodríguez ordenou a libertação de presos políticos em resposta ao bombardeio americano em Caracas no dia 3 de janeiro, ação que resultou na captura de Maduro e de Cilia Flores e deixou mais de 100 mortos, segundo dados oficiais venezuelanos.
Donald Trump, presidente dos EUA na época, elogiou as primeiras libertações de presos políticos na semana anterior e afirmou ter abortado uma segunda rodada de ataques ao país. A cooperação entre os EUA e a Venezuela é apresentada como prioridade para libertação de cidadãos americanos no exterior.
Entre os libertados, há relatos de presos com nacionalidade espanhola e italiana. Os Estados Unidos já haviam conseguido, no ano anterior, libertar alguns de seus cidadãos por meio de acordo com Maduro, segundo as informações disponíveis.
Muitos dos detidos na Venezuela foram presos por participação nos protestos pós-eleitorais de 2024, que ocorreram após Maduro ser declarado vencedor em meio a denúncias de fraude. A libertação de cidadãos norte-americanos é apresentada pela Casa Branca como um avanço em direção a soluções diplomáticas.
O governo dos Estados Unidos reforçou que manterá a liberdade de seus cidadãos no exterior como prioridade, acompanhando de perto os desdobramentos e relações com autoridades venezuelanas.
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