- Quinze por cento não responderam ou não sabem.
- 51% dos brasileiros consideram errada a crítica de Lula à operação militar dos EUA que capturou Nicolás Maduro; 37% acham correta; 12% não sabem/não responderam.
- A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de janeiro; margem de erro de dois pontos, nível de confiança de 95%.
- 66% defendem que o Brasil se mantenha neutro na questão; 18% apoiariam e 10% seriam contra, com 6% sem resposta.
- Sobre a influência no voto em 2026, 71% dizem que a reação de Lula não afeta; 17% passam a preferir a oposição; 7% passaram a preferir Lula; 5% não sabem/não responderam.
- Sobre a ação dos EUA, 46% aprovam e 39% desaprovam; 15% não sabem/não responderam.
- 58% têm medo de que algo semelhante ocorra no Brasil; 40% não têm medo; 2% não sabem/não responderam.
A Quaest divulgou nesta quinta-feira (15) uma pesquisa que aponta que 51% dos brasileiros consideram errada a crítica de Lula à operação militar dos EUA que capturou Nicolás Maduro na Venezuela. O estudo cita a fala do presidente classificando a ação como afronta à soberania venezuelana e precedente perigoso para a comunidade internacional.
A sondagem ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de janeiro, encomendada pela Genial Investimentos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento também perguntou como deveria ser a posição do governo brasileiro. Em relação à reação ao caso, 66% defendem neutro, 18% apoiam e 10% se opõem, com 6% sem resposta.
Na pergunta sobre eventual impacto no voto para 2026, a maioria diz que a postura de Lula não altera a decisão (71%). Outros 17% passam a preferir a oposição, 7% mantêm a preferência por Lula e 5% não sabem.
Sobre a ação dos EUA na Venezuela, 46% aprovam, 39% desaprovam e 15% não souberam responder. O resultado mostra uma divisão de opiniões entre o público brasileiro.
Quanto ao receio de riscos, 58% afirmam temer que algo semelhante possa ocorrer no Brasil; 40% não têm esse medo, e 2% não responderam.
Contexto adicional: Maduro foi deposto no dia 3 de janeiro após intervenção de militares norte-americanos, que o prenderam e o levaram aos EUA, onde enfrentará processos ligados a acusações de narcotráfico. A vice-presidente Delcy Rodríguez, que assume o governo venezuelano, negocia com EUA questões ligadas ao petróleo, sob pressão internacional.
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