- Pakistani students que retornaram do Irã relataram ouvir tiros à noite e ficar confinados aos dormitórios após as 16h na Universidade de Ciências Médicas de Isfahan.
- Eles disseram que houve tumultos e violência em várias áreas, com danos a bancos e mesquitas e pessoas mortas.
- As maiores manifestações ocorrem em meio a um esforço das autoridades iranianas para conter o maior movimento desde a revolução de 1979; grupo de direitos humanos aponta mais de 2.600 mortes.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já ameaçou intervir, mas adotou postura de espera; a internet no Irã permanece bloqueada, dificultando informações.
- O embaixada paquistanesa em Teerã informou que cerca de 3.500 estudantes paquistaneses no Irã ligaram para famílias, usando números locais para contatar autoridades devido ao bloqueio.
O que aconteceu: Pakistani students que voltaram do Irã relataram ouvir tiros durante a noite e ouviram relatos de saques e violência enquanto estavam confinados dentro do campus, sem permissão para sair dos dormitórios após as 16h. O episódio ocorre num contexto de protestos no Irã.
Quem está envolvido: estudantes paquistaneses matriculados em universidades iranianas, principalmente na Isfahan University of Medical Sciences, e o corpo diplomático paquistanês em Teerã. Além disso, a liderança iraniana é citada como coordenando a resposta aos protestos.
Quando e onde: o retorno ocorreu nesta quinta-feira, 15 de janeiro, com relatos feitos ao chegar ao aeroporto de Islamabad. As informações chegam após uma semana de apagão de internet no Irã e de tentativas de dissuadir intervenções externas.
Por que ocorreu: as informações referem-se a um contexto de maior descontentamento interno no Irã desde a Revolução de 1979, com autoridades buscando controlar a circulação de informações e conter confrontos que teriam deixado mortos segundo organizações de direitos humanos.
Detalhes e falas dos estudantes
Abbas, estudante do quarto ano, descreveu ao chegar ao aeroporto de Islamabad que os tiros ocorriam durante a noite e que a violência se espalhava pela cidade. Segundo ele, o campus impôs restrições estritas aos alunos.
Haider, também em último ano, afirmou que os tumultos começavam mais tarde e que o acesso a familiares ficou comprometido pelo apagão de internet, apesar de agora haver retomada de ligações internacionais.
Uma estudante de final de curso relatou que informações sobre ataques e consequências chegaram por meio de relatos de terceiros, com relatos de incêndios em bancos e mesquitas nas proximidades.
Reforços diplomáticos
Um diplomata paquistanês em Teerã disse que a embaixada recebeu dezenas de ligações de estudantes nações que totalizam cerca de 3.500 pessoas no Irã. Muitos recorreram a números locais para contatar familiares, já que serviços de redes sociais estavam limitados.
Rimsha Akbar, que participava de exames finais em Isfahan, afirmou que estudantes internacionais eram mantidos em segurança e recebiam briefing sobre riscos. Relatos apontam para exposições a tiros, gás lacrimogênio e danos em áreas próximas.
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