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Galerias iranianas fecham-se em meio a protestos e bloqueio de comunicações

Galerias iranianas fecham ou reduzem horários diante de protestos e blackout de internet, com artistas enfrentando incerteza e tensões crescentes.

Amin Bagheri, Hyle - Dark Light (2025) is on show at Ab-Anbar Gallery, London.
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  • Protestos iniciados em 28 de dezembro entre comerciantes do bazar, frustrados com a queda da moeda, se disseminaram para artistas e galeristas, levando algumas galerias a alterar horários ou fechar exposições.
  • Desde 8 de janeiro, o governo bloqueou internet e outras comunicações, dificultando informações do país.
  • Com a escalada da violência e prisões, várias galerias fecharam ou cancelaram exibições; a continuidade dos serviços permanece incerta.
  • A mostra de Amin Bagheri, Hyle – Dark Light, permanece em exibição na Ab-Anbar Gallery, em Londres, com ampliação até o fim de fevereiro; o conjunto inclui 25 desenhos em grafite sobre tecido suspenso, com uma peça que retrata imagens de raio-X de ferimentos de confrontos, retratada como resistência.
  • Durante o primeiro fim de semana do apagão, a galeria abriu para pessoas afetadas pelo que ocorre como espaço seguro; representantes veem a necessidade de decisão livre sobre abertura, destacando condições econômicas difíceis e incerteza quanto ao futuro das exposições.

As ruas da Iran estão agitadas e a cena artística sente o impacto. Protestos iniciados em 28 de dezembro contra a inflação atingiram artistas e galerias. Várias casas noturnas ajustaram horários, outras fecharam ou cancelaram exposições, sob pressão pública.

Desde o corte total de internet e telecomunicações em 8 de janeiro, as informações vindas do terreno são escassas. Alguns agentes culturais tentam manter contato por meios informais, com relatos de fechamento de espaços e suspensão de atividades artísticas.

Exposição em Londres e reação local

A Galeria Ab-Anbar, em Londres, mantém a mostra de Amin Bagheri, Hyle – Dark Light (2025), com obras em gráfica de grande formato. O recorte temporal coincide com a crise no Irã, aumentando o interesse internacional pela obra.

Segundo um gallerista que preferiu falar anonimamente, as galerias podem funcionar como espaços de diálogo, especialmente em tempos de turbulência. O fecho das galerias em Irã é visto como parte de um movimento de solidariedade entre setores da sociedade.

Contexto econômico e continuidade da mostra

O espaço relata que a economia está em condições extremas, com dificuldades para comprar itens básicos. A indisponibilidade de insumos, como embalagens, ilustra o peso da crise local sobre a atividade cultural e logística de artes.

A mostra de Bagheri permanece aberta até o fim de fevereiro, com uma obra que retrata imagens de traumas de protesto, incluindo um conjunto de radiografias de feridos, considerado uma forma de resistência que não pode ser exibida integralmente no Irã devido à censura.

Perspectivas e diálogo público

No fim de semana inicial do apagão, a galeria abriu para quem foi atingido pelos eventos, oferecendo espaço de fala. A ideia é permitir que interessados decidam por si próprios sobre a continuidade das atividades, sem pressões externas.

Apesar das incertezas, dirigentes de galerias iranianas indicaram que projetos estão suspensos e que futuras exposições podem não ocorrer. A situação coloca a arte em meio ao dilema entre censura, mobilização social e liberdade de expressão.

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