- O Poder Judiciário do Irã afirmou que Erfan Soltani não foi condenado à pena de morte nem está sujeito a ela.
- Soltani está detido em Karaj, perto de Teerã, sob acusações de propaganda contra o regime islâmico e de agir contra a segurança nacional.
- Organizações de direitos humanos e governos internacionais haviam dito ter informações de que ele seria executado, o que gerou tensões diplomáticas.
- Autoridades iranianas vêm reprimindo protestos que começaram por custo de vida e se ampliaram, com interrupção de internet por mais de cinco dias.
- Dados de ONGs apontam milhares de detenções e centenas de mortes entre manifestantes, em meio a julgamentos rápidos anunciados pelo Poder Judiciário.
O Irã afirmou que o manifestante Erfan Soltani não será executado. Ele foi detido durante os protestos recentes no país. O Poder Judiciário informou que Soltani está em Karaj, próximo a Teerã, e responde a acusações de propaganda contra o regime e de agir contra a segurança nacional.
O texto oficial diz que o jovem “não foi condenado à morte” e, se houver condenação, a pena prevista é prisão, pois a pena de morte não se aplica a tais acusações. Anistia Internacional e o Departamento de Estado já haviam citado Soltani como potencial condenado à morte.
Grupos de direitos humanos apontam repressão severa durante as mobilizações, com interrupção de internet por mais de cinco dias. Fontes independentes indicam milhares de detidos e números de mortos ainda não confirmados oficialmente.
Reações internacionais
Hengaw, ONG com sede na Noruega, informou que a execução por enforcamento estava marcada para quarta-feira, mas foi adiada. Iran Human Rights aponta que as forças de segurança mataram centenas de manifestantes e prenderam mais de 10 mil, ainda sem balanço final.
O Judiciário iraniano havia anunciado julgamentos rápidos para detidos nas manifestações, conforme comunicados oficiais veiculados pela televisão estatal. A atualização sobre Soltani era a principal pauta de defesa de que não haveria pena capital.
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