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ONG expõe condições desumanas em fábrica de Bonecos Labubu na China

ONG acusa a fábrica Shunjia Toys, na China, de exploração de menores, contratos em branco e jornadas excessivas na produção dos Labubu

O segredo sombrio por trás dos bonecos Labubu vem à tona: ONG expõe situação desumana em fábrica na China; aos detalhes
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  • A ONG China Labor Watch acusa a fábrica Shunjia Toys, no condado de Xinfeng, Jiangxi, de exploração na produção dos bonecos Labubu; a investigação durou três meses e envolveu mais de quatro mil e quinhentas pessoas.
  • A denúncia aponta contratos em branco: trabalhadores preenchiam apenas dados pessoais e não havia informações sobre condições de trabalho, duração do vínculo, salário ou previdência social.
  • A CLW afirma que uma equipe de 25 a 30 pessoas montaria pelo menos 4.000 Labubu por dia, chegando a mais de 100 horas extras por mês, acima das 36 permitidas pela lei chinesa.
  • Também é alegado o emprego de jovens de 16 e 17 anos em funções padrão na linha de montagem, sem diferenças de carga de trabalho ou metas em relação aos adultos.
  • A Pop Mart, detentora dos direitos do Labubu, disse que está investigando o caso e que, se comprovadas as conclusões, cobrará ações corretivas; a Shunjia Toys não comentou o assunto.

A ONG China Labor Watch (CLW) acusa a fábrica Shunjia Toys, fornecedora da Pop Mart, de explorar trabalhadores na produção dos bonecos Labubu, em Xinfeng, Jiangxi. A investigação ocorreu ao longo de três meses e envolve uma equipe de mais de 4.500 trabalhadores.

Segundo o levantamento, houve assinatura de contratos em branco, com preenchimento de dados pessoais pelos funcionários, sem informações sobre carga de trabalho, salários ou previdência social. A CLW afirma que a produção pode chegar a 24 milhões de unidades por ano, com duas equipes dedicadas.

A denúncia também aponta contratação de jovens de 16 e 17 anos para atividades na linha de montagem, sem observância das regras de proteção vigentes. Trabalhadores jovens teriam assinado contratos sem compreender plenamente seus efeitos legais.

Reação das empresas

Pop Mart, proprietária dos direitos do Labubu, informou à imprensa que investiga o caso e pretende fortalecer auditorias na cadeia de suprimentos. Caso comprovadas, serão adotadas ações corretivas conforme a lei local. A Shunjia Toys não comentou o assunto até o momento.

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