- Ali Shaath, engenheiro civil e ex‑vice‑ministro do planejamento, foi escolhido para administrar Gaza sob um acordo apoiado pelos EUA.
- Shaath vai chefiar um grupo de quinze tecnócratas palestinos encarregado de governar a faixa de Gaza, após anos sob o controle do Hamas.
- O plano americano prevê limpar a infraestrutura destruída e o entulho, estimado em cerca de 68 milhões de toneladas, além de explorar a ideia de empurrar resíduos ao mar para criar novas terras em até três anos.
- A prioridade imediata é oferecer habitação temporária para desalojados, seguida pela reabilitação de infraestrutura essencial e reconstrução de edificações.
- O apoio de Hamas ao comitê foi destacado, enquanto mediadores tentam avanços, incluindo desarmar o Hamas e inserir cooperação internacional no processo.
Ali Shaath, engenheiro civil e ex-deputado de planejamento da Autoridade Palestiniana, foi indicado para administrar Gaza sob acordo apoiado pelos Estados Unidos. O plano prevê gerenciar o enclave após anos de controle do Hamas e é visto como a próxima fase da iniciativa de Washington.
O anúncio ocorreu na quinta-feira, marcando o início de um comitê de 15 tecnocratas palestinos para governar Gaza. A meta é reconstruir infraestrutura destruída e coordenar atividades sob a supervisão de autoridades apoiadas pelos EUA.
Quem é Ali Shaath
Shaath nasceu em 1958, de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Anteriormente atuou como vice-ministro do Planejamento na Autoridade Palestina na Cisjordânia ocupada e liderou desenvolvimento de zonas industriais. Possui doutorado em Engenharia Civil.
O que está em jogo
Segundo o plano, Israel se retirou de quase metade de Gaza, mantendo tropas em outra metade. O objetivo é reconstruir a infraestrutura devastada e limpar cerca de 68 milhões de toneladas de escombros e ordens de explosivos não detonados.
Desafios e etapas
A comissão enfrenta incertezas quanto à desarmamento do Hamas e à implantação de uma força de paz. A entrada de maquinário pesado em Gaza depende de permissões israelenses, que não foram respondidas a contatos oficiais.
Apoio e obstáculos
O Hamas sinalizou apoio à formação do comitê, que recebe apoio de negociadores palestinos em Cairo. As medições de prazo variam: lançar de imediato propostas humanitárias, reconstrução essencial e, depois, reposição de moradias.
Contexto internacional
Relatórios anteriores indicam que a reconstrução de Gaza pode levar décadas, com a ONU estimando operações até 2040 ou além. O acordo de BP envolve cessar-fogo, troca de prisioneiros e aumento de ajuda humanitária, ainda sujeito a impasses.
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