- a rússia aguarda resposta dos estados unidos à proposta de Putin para estender, de forma informal, por um ano as disposições do último acordo nuclear em vigor entre os dois países
- o tratado New START expira em três semanas e o presidente Donald Trump não respondeu oficialmente à oferta feita em setembro
- o acordo estabelece limites para armas estratégicas, com até 1.550 ogivas implantadas por lado e no máximo 700 mísseis e aeronaves de lançamento
- o assunto foi apresentado como um tema muito importante pelo porta-voz do kremlin, Dmitri Peskov
- a china, citada como possível participante de um acordo trilateral, diz que não é razoável exigir sua entrada; a posição da china é recebida com respeito pela rússia, que também destaca a importância de considerar os arsenais britânico e francês
Russia espera resposta dos EUA sobre prorrogação informal do New START
A Rússia afirmou nesta quinta-feira que ainda aguarda a resposta dos Estados Unidos à proposta do presidente Vladimir Putin de alongar por um ano as disposições do último acordo nuclear entre as duas potências. A declaração foi feita pelo Kremlin.
O New START, que vence em três semanas, restringe arsenais estratégicos de ambas as partes. Putin propôs manter as condições atuais sem renegociação formal, para evitar um vácuo de segurança, segundo a narrativa oficial.
Por que é importante
O acordo, assinado em 2010 entre Obama e Medvedev, limita ogivas estratégicas implantadas e mísseis para entregá-las. O pacto serve como base de equilíbrio nuclear entre Moscou e Washington.
Posições de alto nível
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que não houve resposta dos EUA e reiterou que o tema é de grande importância. Ele ressaltou que o assunto envolve a estabilidade estratégica.
Contexto internacional
O presidente Trump chegou a dizer, em entrevista ao New York Times, que se expira o tratado, não haveria extensão e haveria interesse em incluir a China em um acordo mais amplo. A China, por sua vez, criticou a ideia de cúpula tríplice.
Rússia e China
Peskov afirmou que a posição chinesa é conhecida e que qualquer discussão sobre estabilidade estratégica deve considerar arsenais britânicos e franceses. A fala reforça a visão de nuclear multilateral, ainda que com foco bilateral russo-americano.
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