- O presidente Donald Trump receberá a líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado no White House, em almoço às 12h30, horário local, o primeiro encontro presencial entre eles.
- O encontro ocorre em meio a expectativas de democratização na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, com Trump dizendo estar centrado na reconstrução econômica do país e no acesso ao petróleo.
- Trump já elogiou Delcy Rodríguez, presidente interina venezuelana, afirmando que “ela tem sido muito boa de lidar” em entrevista recente.
- Machado foi impedida de concorrer nas eleições de 2024 por decisão de um tribunal alinhado ao governo; observadores afirmam que Edmundo González, apoiado por Machado, teria obtido mais votos.
- Machado recebeu o Prêmio Nobel da Paz; o instituto sueco disse que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. Trump disse que não é ele quem decidirá, e que a conversa deve ocorrer, sem confirmar entregas de prêmio. Machado também terá reunião com um grupo bipartidário de senadores no Capitol Hill após o encontro.
Donald Trump receberá a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, na Casa Branca nesta quinta-feira. O encontro, que acontecerá durante um almoço às 12h30, marca a primeira reunião presencial entre os dois. O objetivo é discutir o futuro político da Venezuela e estratégias para o país.
Após a captura de Nicolás Maduro em operação anunciada no início do mês, diversas vozes da oposição e figuras da diáspora venezuelana sinalizam esperanças de um processo de democratização. No entanto, o foco imediato de Trump permanece na recuperação econômica da Venezuela e no acesso aos seus recursos petrolíferos.
Machado foi impedida de concorrer à eleição presidencial de 2024 por decisão de uma corte alinhada ao governo. Maduro declarou vitória na época, enquanto observadores externos sugerem que outro líder oposicionista recebeu a maior parte dos votos. O cenário internacional acompanha o desfecho do processo.
A Casa Branca também discute, entre os temas, a libertação de prisioneiros políticos liberados recentemente pela Venezuela, assunto que tem sido questionado por organizações internacionais. A magnitude dessas liberações é alvo de críticas quanto à sua abrangência.
Outro ponto provável da conversa envolve o Prêmio Nobel da Paz, concedido a Machado no mês passado. Trump já manifestou repetidas vezes interesse no reconhecimento do prêmio, que, segundo o Instituto Nobel, não pode ser transferido. Machado afirmou que poderia devolver o prêmio ao presidente americano, se cabível, mas a instituição manteve a posição.
Após a reunião, Machado seguirá para o Capitólio, onde se reunirá com um grupo bipartidário de senadores. A líder oposicionista costuma encontrar mais apoio entre membros do Congresso do que no governo, com algumas preocupações existentes sobre a avaliação de Trump sobre a capacidade de governar.
Encontro e contexto
A interlocução entre Machado e Trump ocorre em um momento de tensão regional e de realinhamento político na Venezuela. A pauta econômica, os direitos políticos e o papel da Venezuela no mercado de energia ganham destaque para alternativas diplomáticas.
Perspectivas e desdobramentos
Especialistas destacam que o desfecho dessa rodada de conversas pode influenciar a posição internacional de Caracas e as estratégias de coalizão oposicionista. O governo venezuelano ainda controla as estruturas administrativas do país, o que complica cenários de transição.
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