- O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, disse que espera resolver os problemas na Síria de forma pacífica, mas o uso da força por Damasco pode ser uma opção após os confrontos com combatentes curdos.
- Cinco dias de combate em Aleppo deixaram pelo menos 23 mortos, segundo o Ministério da Saúde sírio, e mais de 150.000 pessoas fugiram das áreas curdas.
- Fidan afirmou que o SDF precisa mostrar boas intenções e sair do ciclo de violência.
- Ancara classifica as forças curdas como grupo terrorista ligado ao PKK, que está envolvido em um processo de paz com a Turquia.
- O ministro ressaltou que o processo de paz com o PKK não deve perder a oportunidade e que se espera progresso.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia afirmou nesta quinta-feira que espera que os problemas na Síria vizinha sejam resolvidos de forma pacífica, mas que o uso da força pelo governo de Damasco pode ser uma opção após recentes confrontos com combatentes curdos. A afirmação foi feita em Istambul.
O governo turco descreve as forças curdas da Síria como ligadas ao PKK, grupo considerado terrorista por Ancara. Fidan reiterou que a persistência do ciclo de violência pode levar a ações militares, caso o diálogo não prospere.
Alepo e deslocamentos
Fiveram cinco dias de combates na cidade de Alepo, no norte da Síria, segundo o Ministério da Saúde sírio, com pelo menos 23 mortes registradas. Mais de 150 mil pessoas fugiram das duas áreas controladas pelos curdos na cidade.
Ações entre forças curdas e outras facções aumentaram a instabilidade na região, marcando uma das principais fraturas políticas no país. O governo sírio busca consolidar controle sob liderança única, enquanto grupos curdos resistem a esse processo.
Diálogo com o PKK e a paz
Fidan destacou que as Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos, devem demonstrar boa vontade para romper o ciclo de violência. O governo turco vê o PKK como uma organização terrorista integrada ao conflito regional.
O ministro disse ainda que a rejeição do PKK a medidas em Síria e no Iraque pode decorrer da avaliação de como os desdobramentos regionais se vão resolver. Ankara acredita que é possível avançar em um processo de paz com o PKK sem abrir mão da cooperação com instituições locais.
O foco permanece na possibilidade de solução pacífica, mas com a clara sinalização de que, na ausência de diálogo eficaz, a intervenção militar continua como opção. O governo turco afirma estar atento aos desdobramentos e ao impacto humanitário na região.
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