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Acordo abre caminho para projetos de terras raras no Brasil, diz von der Leyen

Acordo UE-Mercosul abre caminho para projetos em terras raras, lítio e níquel, fortalecendo transição digital, energia limpa e independência estratégica

Rio de Janeiro (RJ), 16/01/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen, durante reunião no Palácio do Itamarati antes da assinatura do acordo Mercosul - União Européia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontraram no Rio de Janeiro, destacando que o acordo entre União Europeia e Mercosul abre caminho para projetos conjuntos em terras raras, lítio e níquel.
  • Von der Leyen afirmou que o acordo vai ampliar oportunidades, com acesso mútuo a mercados estratégicos, regras claras e cadeias de suprimentos mais previsíveis.
  • A assinatura do acordo, prevista para 2025, foi adiada e deve ocorrer neste fim de semana em Assunção, no Paraguai.
  • A líder europeia disse que a parceria fortalece a transição digital e limpa, além da independência estratégica frente a minerais críticos.
  • O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas ainda exporta grande parte desses insumos sem processamento; os Estados Unidos também demonstram interesse nesses minerais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciaram que o acordo entre UE e Mercosul abre caminho para projetos conjuntos envolvendo terras raras, insumos cruciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico. A declaração foi feita em coletiva após reunião no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro.

Von der Leyen destacou que a parceria pode impulsionar investimentos em lítio, níquel e terras raras, fortalecendo a transição digital e a independência estratégica. A líder europeia mencionou regras claras, previsibilidade de mercados e cadeias de suprimentos mais estáveis como ganhos da cooperação.

A assinatura do acordo estava prevista para sábado, em Assunção, no Paraguai. O atraso ocorreu devido a atraso na aprovação, com o Brasil exercendo a presidência do Mercosul até o momento. A previsão é que o tratado seja formalizado neste ano.

O acordo ocorre em meio ao interesse norte-americano por minerais estratégicos do Brasil, segundo relatos de imprensa. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China, e ainda exporta boa parte desses insumos sem processamento.

Terra rara é um grupo de 17 elementos químicos essenciais para turbinas, veículos elétricos, chips e equipamentos médicos. A busca por diversificação de fornecedores aparece como resposta a uma geopolítica marcada pela tensão entre China, EUA e Europa.

Especialistas avaliam que o acordo pode ampliar a cooperação em cadeias de suprimentos e facilitar investimentos em tecnologia e manufatura. O Brasil busca ampliar o gás de inovação sem abrir mão de controles estratégicos sobre os recursos.

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