- Juiz federal de Boston deu três semanas para a administração Trump “corrigir o erro” de ter deportado uma estudante universitária para Honduras enquanto ela viajava para o Thanksgiving, mantendo a possibilidade de emitir visto de estudante.
- A autoridade judiciária fixou o prazo de 21 dias para que o governo encaminhe uma solução sobre o caso.
- Any Lucia López Belloza, de 19 anos, era aluna recém ingressa na Babson College, em Massachusetts, e foi deportada após ser detida no aeroporto Logan, em Boston, no dia 20 de novembro.
- López Belloza foi enviada a Honduras no dia seguinte e permanece lá com os avós; a defensoria alegou violação de ordem judicial que deveria impedir a deportação.
- Um advogado do governo pediu desculpas por considerar que a ordem judicial não se aplica mais, alegando erro de um agente da Immigration and Customs Enforcement.
Um juiz federal de Boston deu à administração de Donald Trump três semanas para corrigir o erro cometido ao deportar uma estudante universitária para Honduras enquanto ela seguia para casa, no Texas, para o feriado de Ação de Graças. O magistrado pediu que o governo avaliasse a emissão de visto de estudante para Any Lucia López Belloza.
O caso envolve López Belloza, de 19 anos, hondurenha que chegou aos EUA com a mãe aos oito anos, buscando asilo. Ela foi detida em 20 de novembro no aeroporto Logan, em Boston, enquanto tentava retornar ao Texas para surpreender a família.
Na sexta-feira, o juiz Richard Stearns determinou o prazo de 21 dias para o governo informar como pretende proceder. Ele considerou que houve um conjunto de falhas que resultou na deportação, mesmo após uma ordem judicial impedindo a remoção.
A administração já havia apresentado desculpas nesta semana, reconhecendo que um oficial do ICE não sinalizou corretamente a ordem judicial. O tribunal havia emitido, em 21 de novembro, uma ordem que proibia a deportação de López Belloza por 72 horas dentro de Massachusetts.
Stearns argumentou que, como López Belloza já estava fora do estado quando a advogada apresentou a ação, a jurisdição do tribunal era limitada para o caso global. Ainda assim, disse que o governo pode remediar o erro considerado tragicamente evitável.
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