- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, no Rio, que o acordo entre Mercosul e União Europeia vai além da economia e é bom para o mundo democrático.
- Lula reuniu-se com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na sede do Itamaraty.
- O acordo é visto como parceria baseada no multilateralismo, com foco em desenvolvimento sustentável e redução de desigualdades.
- O tratado envolve o maior mercado do gênero, com cerca de 722 milhões de consumidores, e ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso brasileiro.
- A assinatura está prevista para ocorrer amanhã, no Paraguai, e a implementação terá reduções de tarifas gradualmente, impactando alimentos, carros, autopeças e medicamentos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, no Rio de Janeiro, que o acordo entre Mercosul e União Europeia vai além do aspecto econômico e é benéfico ao mundo democrático. Ele participou de reunião com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na sede do Itamaraty, no Rio.
Lula descreveu a parceria como baseada no multilateralismo e ressaltou que a liberalização comercial deve promover desenvolvimento sustentável e reduzir desigualdades. O presidente destacou que o acordo envolve valores como democracia, Estado de direito e direitos humanos, segundo relato da visita ao Rio.
O brasileiro reforçou que o acordo beneficiará Brasil, Mercosul, Europa e o conjunto mundial democrático, afirmando que é hora de diversificar exportações para incluir bens industriais de maior valor agregado, não apenas commodities. As declarações ocorrem em um cenário internacional conturbado, com tensões comerciais globais.
O acordo
A União Europeia aprovou o pacto de livre comércio com o Mercosul, considerado o maior nesse formato já fechado. O bloco aponta um mercado de cerca de 722 milhões de consumidores e prevê fases de redução de tarifas ao longo de anos.
Ursula von der Leyen anunciou que assinará o tratado amanhã, no Paraguai. A assinatura precisa ainda passar pela aprovação do Parlamento Europeu e, no Brasil, pelo Congresso Nacional.
O cronograma de implementação indica que a queda de tarifas não será imediata para todos os itens. Em alguns setores, as reduções ocorrerão gradualmente, conforme o preparo para competição com produtores europeus. O acordo impacta alimentos, automóveis, autopeças e medicamentos, entre outros setores.
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