- Museveni afirma ter obtido mais de 75 por cento dos votos em quase metade das urnas; o resultado final deve ser anunciado até as 17h de sábado.
- A eleição foi marcada por repressão generalizada, intimidação de eleitores e violência contra a oposição, conforme críticas internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas.
- O governo informou fechamento de internet days antes da votação para impedir supostas informações falsas e pediu atrasos na abertura de algumas urnas.
- Centenas de apoiadores da oposição foram detidos arbitrariamente; a residência de Bobi Wine em Kampala ficou cercada pela segurança, segundo a oposição.
- A violência levou a mortes em Butambala e a Embaixada dos Estados Unidos em Kampala emitiu alerta; há versões divergentes sobre o número de mortos.
Uganda viveu uma eleição presidencial marcada por repressão, intimidação e violência. O pleito ocorreu na quinta-feira, com o incumbent Yoweri Museveni apresentando vantagem significativa segundo a Comissão Eleitoral. A apuração aponta Museveni com mais de 75% dos votos em parte suficiente das seções, ampliando a diferença para o principal opositor, Bobi Wine, e outros candidatos. A divulgação final dos resultados estava prevista para sábado, às 17h, horário local.
Relatórios de direitos humanos indicam ampla repressão a apoiadores da oposição, detenções arbitrárias e uso de força por parte de militares e polícia durante a campanha e o Dia da Eleição. Organizações internacionais criticam a suspensão de serviços de internet, implementada pelo governo para conter o fluxo de informações durante o processo eleitoral.
A oposição e observadores descrevem irregularidades e pedem reavaliação. Em Butambala, relatos indicam mortes envolvendo forças de segurança, com informações conflitantes sobre o número de vítimas. A Embaixada dos EUA em Uganda emitiu alerta sobre o uso de gás lacrimogênio e disparos ao ar para dispersar multidões.
Detalhes e relatos no terreno
Juntamente com a suspensão de internet, houve relatos de detenção de centenas de apoiadores de Wine. A oposição afirma que houve cerco em residências de lideranças, incluindo a de Wine, sob a alegação de impedir reuniões e mobilizações.
Nesta sexta-feira, a polícia atribuiu os ataques a supostos apoiadores da oposição, descritos como envolvidos em ações violentas contra instalações públicas. Em contrapartida, a defesa de Wine sustenta que a repressão atingiu de forma desproporcional casas, locais de votação e centros de apuração, com relatos de confronto intenso entre manifestantes e forças de segurança.
Analistas apontam que o pleito manteve o foco em um confronto entre continuação de governo e pressão por mudanças, enquanto a comunidade internacional monitora a conformidade com padrões democráticos. As informações oficiais sobre o desfecho continuam sujeitas a atualização conforme a apuração avança.
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