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Clérigo iraniano sênior pede execuções de manifestantes, desafiando Trump

Clérigo iraniano defende a execução de manifestantes, ampliando tensão após repressão que já deixou mais de três mil mortos e mais de vinte mil presos

Iranian cleric Ayatollah Ahmad Khatami called protesters ‘butlers’ and ‘soldiers’ of Israel and the US.
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  • O clérigo iraniano Ayatollah Ahmad Khatami pediu a execução de manifestantes, chamando-os de “servos” de Israel e dos Estados Unidos.
  • Em sermão, Khatami afirmou que “armados hipócritas devem ser mortos” e que não haveria paz para nenhum país estrangeiro envolvido.
  • Trump afirmou ter interrompido ataques e agradeceu a suposta paralisação de execuções de 800 manifestantes, embora não tenha ficado claro de onde saiu o número.
  • Organizações de direitos humanos apontam repressão contínua, com mais de 3.090 mortos, quase 4.000 casos ainda sob revisão e mais de 22.100 pessoas presas.
  • As protestos, iniciados em 28 de dezembro em Teerã por queda abrupta do rial, se espalharam pelo país, levando a uma das maiores crises desde a revolução de 1979; o governo mantém blackout na internet. Reza Pahlavi, opositor, pediu intervenção de Trump.

Um grupo de autoridades religiosas iranianas voltou a defender punições duras contra manifestantes, em meio a uma repressão que já ceifou centenas de vidas. O clérigo Ahmad Khatami pediu executações durante a tradicional homilia de sexta-feira, chamando os manifestantes de traidores e afirmando que seriam punidos com a morte.

Khatami, membro do Conselho Guardian e da Assembleia de Especialistas, classificou os protestos como alvo de aliados de Israel e dos EUA, e disse que o país não deve esperar tolerância. As falas contrastaram com declarações de líderes estrangeiros e evidenciaram a tensão entre o governo iraniano e as vozes de oposição.

As informações sobre o tom da fala chegam em meio a uma escalada de repressão que, segundo organizações de direitos, resultou em milhares de detenções e no que parece ser uma campanha de punição ao movimento. Dados da Human Rights Activists News Agency apontam mais de 3 mil mortos e quase 4 mil casos ainda sob análise.

O acumulado de violência começou em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã foram às ruas por queda abrupta no valor do rial. O protesto ganhou adesão ampla, com demandas que incluíram mudanças no governo, configurando a mais grave crise desde a Revolução de 1979.

Autores de direitos humanos destacam que a repressão tem continuado, com cortes de internet e ações de autoridades para demonstrar força. Estima-se que mais de 22 mil pessoas tenham sido presas, alimentando temores de maus-tratos a detidos.

Ao longo da semana, o regime manteve a narrativa de que as ações são parte de uma conspiração externa para desestabilizar o país. Em Washington, o ex-primeiro-ministro Reza Pahlavi reiterou a oposição ao governo e pediu intervenção do presidente dos EUA, mencionando a continuidade da resistência.

Pahlavi, filho do último xeque e figura de oposição, realizou uma coletiva em Washington e enfatizou a determinação de seguir lutando, independentemente de ações governamentais. As declarações reforçam o uso de canais internacionais para pressionar o regime iraniano.

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