- Autoridades do Mercosul e da União Europeia assinaram o acordo de livre comércio neste sábado, 17, em Assunção, Paraguai, durante cerimônia na qual defenderam o multilateralismo.
- O tratado pode criar a maior área de livre comércio do mundo, reunindo um mercado de cerca de 700 milhões de pessoas.
- Líderes destacaram o comércio justo, parcerias de longo prazo e cooperação como base para desenvolvimento e prosperidade compartilhada.
- O presidente do Paraguai, Santiago Peña, ressaltou o pragmatismo diplomático e destacou a importância do apoio de Lula da Silva e de Ursula von der Leyen para o processo.
- A implementação depende da ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais do Mercosul, com entrada em vigor gradual nos próximos anos.
Líderes do Mercosul e da União Europeia assinaram um acordo de livre comércio neste sábado, 17, no Paraguai. O ato sinaliza o pacto negociado ao longo de 26 anos, que pretende criar a maior área de livre comércio do mundo e promover o multilateralismo como motor de desenvolvimento.
O encontro reuniu representantes de alto nível dos dois blocos: Costa, von der Leyen e autoridades dos países-membros. O objetivo declarado é reforçar o comércio baseado em regras, ampliar cooperação e favorecer prosperidade compartilhada com respeito à soberania democrática.
O Paraguai sediou a cerimônia e ressaltou o pragmatismo necessário para superar impasses. O presidente Santiago Peña destacou o papel do diálogo e da cooperação para avançar em uma agenda de integração entre Américas e Europa.
Ao falar sobre o impacto econômico, autoridades ressaltaram que o acordo deve gerar emprego, investimentos e maior oferta de bens e serviços. A meta é promover estabilidade macroeconômica e previsibilidade jurídica entre os signatários.
Entre os participantes, o Brasil teve representação do chanceler Mauro Vieira. Ele enfatizou o potencial econômico da parceria, bem como o valor do multilateralismo diante de um cenário global volátil.
O Uruguai descreveu o acordo como uma associação estratégica, destacando a importância de regras estáveis para enfrentar ameaças transnacionais e contribuir para o desenvolvimento regional.
A Argentina, representada por Javier Milei, ressaltou a abertura comercial como ponto de partida para novas oportunidades, desde que não haja mecanismos restritivos que comprometam o objetivo econômico do tratado.
A assinatura ainda depende da ratificação nos parlamentos europeus e nacionais dos países do Mercosul. A entrada em vigor está condicionada à aprovação legislativa, com implementação gradual prevista nos próximos anos.
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