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Mercosul e UE assinam acordo e defendem multilateralismo

Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial que pode se tornar a maior área de livre comércio do mundo, sujeito a ratificação parlamentar

European Commission President Ursula von der Leyen shakes hands with Paraguay's President Santiago Pena, with European Council President Antonio Costa and Argentina's President Javier Milei next to them, on the day authorities of the European Union and the South American bloc Mercosur sign a free trade agreement, ending more than 25 years of negotiations, in Asuncion, Paraguay, January 17, 2026. REUTERS/Cesar Olmedo
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  • Autoridades do Mercosul e da União Europeia assinaram o acordo de livre comércio neste sábado, 17, em Assunção, Paraguai, durante cerimônia na qual defenderam o multilateralismo.
  • O tratado pode criar a maior área de livre comércio do mundo, reunindo um mercado de cerca de 700 milhões de pessoas.
  • Líderes destacaram o comércio justo, parcerias de longo prazo e cooperação como base para desenvolvimento e prosperidade compartilhada.
  • O presidente do Paraguai, Santiago Peña, ressaltou o pragmatismo diplomático e destacou a importância do apoio de Lula da Silva e de Ursula von der Leyen para o processo.
  • A implementação depende da ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais do Mercosul, com entrada em vigor gradual nos próximos anos.

Líderes do Mercosul e da União Europeia assinaram um acordo de livre comércio neste sábado, 17, no Paraguai. O ato sinaliza o pacto negociado ao longo de 26 anos, que pretende criar a maior área de livre comércio do mundo e promover o multilateralismo como motor de desenvolvimento.

O encontro reuniu representantes de alto nível dos dois blocos: Costa, von der Leyen e autoridades dos países-membros. O objetivo declarado é reforçar o comércio baseado em regras, ampliar cooperação e favorecer prosperidade compartilhada com respeito à soberania democrática.

O Paraguai sediou a cerimônia e ressaltou o pragmatismo necessário para superar impasses. O presidente Santiago Peña destacou o papel do diálogo e da cooperação para avançar em uma agenda de integração entre Américas e Europa.

Ao falar sobre o impacto econômico, autoridades ressaltaram que o acordo deve gerar emprego, investimentos e maior oferta de bens e serviços. A meta é promover estabilidade macroeconômica e previsibilidade jurídica entre os signatários.

Entre os participantes, o Brasil teve representação do chanceler Mauro Vieira. Ele enfatizou o potencial econômico da parceria, bem como o valor do multilateralismo diante de um cenário global volátil.

O Uruguai descreveu o acordo como uma associação estratégica, destacando a importância de regras estáveis para enfrentar ameaças transnacionais e contribuir para o desenvolvimento regional.

A Argentina, representada por Javier Milei, ressaltou a abertura comercial como ponto de partida para novas oportunidades, desde que não haja mecanismos restritivos que comprometam o objetivo econômico do tratado.

A assinatura ainda depende da ratificação nos parlamentos europeus e nacionais dos países do Mercosul. A entrada em vigor está condicionada à aprovação legislativa, com implementação gradual prevista nos próximos anos.

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