- Ministros de ultradireita do governo de Israel rejeitaram plano apoiado pelos EUA para a governança pós-guerra em Gaza, criticando Netanyahu por não anexar o território nem criar novos assentamentos.
- Bezalel Smotrich disse que a hesitação de Netanyahu é “o pecado original” e afirmou que deveria haver um governo militar em Gaza para estimular imigração e segurança duradoura.
- O governo dos EUA anunciou a criação do “gabinete executivo de Gaza” dentro de um quadro maior de paz, com participação de Turquia e Catar.
- Netanyahu realizou reunião com parceiros da coalizão para avaliar o rumo político diante da resistência de seus aliados de linha dura, que não apoiaram o cessar-fogo de outubro.
- O plano prevê um comitê palestino de tecnocratas e um gabinete executivo de Gaza com função consultiva, além de uma carta de adesão que condiciona participação a contribuições financeiras significativas.
O governo de Israel, dominado por forças de direita, rejeitou neste domingo um plano apoiado pelos EUA para a governança de Gaza após o conflito. A proposta prevê um conselho de paz com participação de países como Turquia e Catar, sob supervisão estadunidense.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, crítico ferrenho da condução do premiê Benjamin Netanyahu, afirmou que a nação deveria avançar com governança militar em Gaza, com estímulo à imigração e à implantação de assentamentos, para garantir a segurança de longo prazo.
Netanyahu convocou uma reunião com parceiros da coalizão para avaliar a posição e as consequências políticas da recusa. O premiê declarou objeções à nomeação de alguns membros que não estariam alinhados com a política de Israel, sem detalhar nomes.
A Casa Branca anunciou a criação de uma “execução Gaza” integrada a um quadro maior de paz, com a participação de autoridades turcas e qa
taris, além de outras figuras regionais. O objetivo é governar Gaza de forma consultiva e apoiar um conjunto de mecanismos de transição.
Paralelamente, uma comissão tecnocrática palestina iniciou suas atividades no Cairo, enquanto a administração dos EUA descreve três corpos de governança: o conselho de paz, a comissão palestina e o quadro executivo de Gaza.
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