- O presidente Gabriel Boric declarou estado de catástrofe nas regiões Biobío e Ñuble para ampliar a coordenação com as forças armadas.
- Os incêndios florestais já queimaram cerca de 8.500 hectares e obrigaram a evacuação de 50.000 pessoas.
- Ao menos 15 pessoas morreram, com a maioria das fatalidades em Penco, Biobío.
- As chamas avançam sob ventos fortes e temperaturas acima de 38 °C, dificultando o trabalho dos bombeiros.
- Em Concepción, Biobío, a prefeitura informou a destruição de 253 imóveis; outros danos são relatados em várias localidades.
O Chile registrou incêndios forestais que avançaram por 8.500 hectares, cobrindo praias e áreas urbanas no Biobío e Ñuble, a cerca de 500 km ao sul de Santiago. Ao menos 15 pessoas morreram e centenas de casas foram destruídas, segundo autoridades.
O presidente Gabriel Boric declarou estado de catastrophe nas regiões centrais de Biobío e vizinha Ñuble, ampliando a coordenação com as Forças Armadas para combater o fogo. A medida, anunciada neste domingo, facilita ações de emergência.
Mais de 50 mil pessoas foram evacuadas devido às chamas, que também deixaram áreas industriais e rurais sem eletricidade, conforme o ministro de Segurança. Bombeiros lutam contra ventos fortes e calor extremo de até 38 °C.
Populações das cidades costeiras de Penco e Lirquén foram duramente atingidas, com incêndios consumindo casas, veículos, escolas e igrejas. Várias áreas ficaram cobertas por fumaça e cinzas.
Entrevistas com moradores indicam que muitos não conseguiram evacuar a tempo e permaneceram em casa tentando contornar as chamas. Oito relatos descrevem cenários de pânico e desespero.
Autoridades locais apontaram que, por horas, a presença do governo federal demorou a chegar, gerando críticas de liderança municipal. Um prefeito pediu apoio direto em meio à devastação.
Em Concepción, a primeira estimativa aponta que centenas de residências foram destruídas, porém o número total de imóveis afetados ainda não foi confirmado.
Analistas apontam que as condições climáticas — calor intenso, ventos fortes e seca prolongada — favorecem a propagação dos incêndios e dificultam os esforços de combate.
Até o momento, as causas oficiais dos incêndios ainda não foram anunciadas. Trabalhos de avaliação continuam em várias frentes para mapear danos e áreas prioritárias de rescaldo.
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