- Um protestante de 16 anos ficou entre os detidos em Kermanshah que teriam sido sexualmente abusados em custódia pelas forças de segurança, segundo a Kurdistan Human Rights Network (KHRN).
- A KHRN disse que, durante a transferência, agentes seguraram os corpos com cassetetes e aplicaram pressão na região anal com o bastão por cima das roupas; outra pessoa detida, inclusive uma criança, também relatou abuso.
- Devido ao blackout de comunicação no Irã, a organização e o Guardian não conseguiram confirmar as condições atuais dos indivíduos.
- Grupos de direitos humanos apontam o risco elevado para mais de 20 mil protestantes presos desde o início dos tumultos, em finais de dezembro.
- Além disso, Hengaw relata mortes em custódia e outros casos sob investigação, incluindo Soran Feyzizadeh, de 40 anos, que teria morrido por torturas, com problemas de identificação do corpo e restrições de deslocamento da família.
Um adolescente estaria entre as manifestantes sexualmente abusadas sob custódia de forças de segurança durante o levante no Irã, conforme grupo de direitos humanos. A informação foi recebida por contato com familiares na cidade de Kermanshah, no oeste do país.
Dois detidos em Kermanshah, incluindo uma pessoa menor de idade, relataram abusos sexuais durante a prisão, segundo a Kurdistan Human Rights Network (KHRN). A ONG descreve agressões com bastões e violência contra a região anal, ocorridas durante o transporte.
A KHRN informou que não conseguiu confirmar o estado atual dos indivíduos devido ao blackout de comunicação no Irã. O grupo também aponta o risco elevado de detenções arbitrárias desde o início dos protestos, em dezembro.
Ao todo, autoridades iranianas são apontadas pela ONG para dezenas de milhares de detidos desde o início dos protestos. Dados corroboram contagens de mortes em alto número, com centenas de casos ainda sob investigação.
Hengaw, grupo de direitos humanos curdo com base na Noruega, reportou a morte de Sholeh Sotoudeh, mulher grávida, após disparos de forças de segurança em Langarud no noroeste, em 10 de janeiro. O caso envolve a vítima e o filho não nascido.
Segundo Hengaw, Soran Feyzizadeh, de 40 anos, também morreu sob custódia por suposta tortura após ser detido em 7 de janeiro. A organização informou que o corpo apresentava ferimentos extensos.
Familiares relatam restrições de deslocamento e obstruções para acompanhar funerais e luto, com acesso limitado às informações. A família de Feyzizadeh afirma que houve dificuldades para retirar o corpo das autoridades.
As informações sobre novos casos de mortes em custódia estão sob investigação pela KHRN e por outras organizações de direitos humanos. As fontes destacam o agravamento de abusos à medida que os protestos se intensificam.
O Abdorrahman Boroumand Center, com sede nos EUA, documentou mais de 549 manifestantes transferidos para a prisão central de Yazd, incluindo 51 mulheres. A instituição expressa preocupação com a vida dos detidos.
Segundo o centro, o endurecimento das detenções envolve maiores riscos de tortura e violações de direitos humanos, acompanhados de violência física e sexual durante interrogatórios.
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