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As tragédias ferroviárias mais mortais da Espanha

Pelo menos 39 mortos e 122 feridos após acidente com trem de alta velocidade perto de Adamuz, Córdoba, o pior desde 2013

Two high-speed trains derail in Spain
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  • Pelo menos trinta e nove pessoas morreram no sul da Espanha após um trem de alta velocidade sair dos trilhos e colidir com um locomotiva que se aproximava, perto de Adamuz, na província de Córdoba.
  • O acidente deixou cento e vinte e dois feridos, com quarenta e oito ainda no hospital e doze em unidades de terapia intensiva.
  • Santiago de Compostela (2013) — oitenta mortos e 145 feridos quando o trem de alta velocidade saiu da linha próximo à cidade no noroeste.
  • Madrid commuter bombings (2004) — dez mochilas com explosivos em quatro trens locais, matando 193 pessoas e ferindo milhares na hora do rush.
  • El Cuervo (1972) — quarenta e seis mortos (número divulgado varia) e mais de cento e cinquenta feridos após colisão frontal entre dois trens na rota Cadiz-Sevilha.
  • Urduliz (1970) — trinta e três mortos após colisão frontal entre dois trens na cidade de Urduliz, perto de Bilbao.

Oito pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após um trem de alta velocidade descarrilar e colidir com uma composição anterior, na noite de domingo, perto de Adamuz, na província de Córdoba. O acidente é o mais grave registrado na Espanha desde 2013.

Segundo os serviços de emergência, 122 pessoas ficaram feridas. Destas, 48 continuam hospitalizadas e 12 estão em unidades de terapia intensiva. As causas do descarrilamento ainda são apuradas.

Autoridades destacam que os detalhes podem mudar conforme as perícias avancem. O foco imediato é assistir as vítimas e assegurar o atendimento médico necessário. Não houve informações oficiais sobre responsáveis.

Principais desastres ferroviários na Espanha

Em 2013, perto de Santiago de Compostela, um trem de alta velocidade saiu da via, matou 80 pessoas e feriu 145; um relatório apontou velocidade excessiva, com falhas no sistema de segurança também citadas por associações de vítimas.

Em 2004, ataques em Madrid provocaram 193 mortes e milhares de feridos durante o horário de pico, em quatro tremes de subúbio. Os atos foram atribuídos a extremistas que se opunham à participação da Espanha na guerra do Iraque.

Em 1972, na rota Cádiz-Sevilha, um choque frontal deixou 86 mortos e mais de 150 feridos, segundo investigações da Renfe, a operadora estatal.

Em 1970, em Urduliz, um choque frontal matou 33 pessoas; posteriormente foi divulgado que o maquinista enfrentava jornadas de trabalho exaustivas.

Em 1965, Grisen, na rota Madri-Barcelona, registrou incêndio em trem que deixou dezenas de vítimas; contagens posteriores sugerem até 80 mortos, com variações na versão oficial.

Em 1944, o acidente em El Bierzo, León, envolveu três trens e resultou em dezenas de mortes; a cifra exata é debatida devido à censura da época.

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