- Kirill Dmitriev, enviado especial do presidente Vladimir Putin, viajará a Davos nesta semana para encontros com membros da delegação dos EUA à margem do Fórum Econômico Mundial.
- Rustem Umerov, negociador-chefe da Ucrânia, afirmou que as conversas com autoridades americanas sobre a solução da guerra com a Rússia devem continuar no WEF nesta semana.
- Donald Trump participará pessoalmente da reunião anual, após ter participado por videoconferência no ano passado; ele virá acompanhado de uma ampla delegação dos EUA.
- O Kremlin informou que está se preparando para receber Steve Witkoff, enviado de Trump, e Jared Kushner em Moscou para negociações de paz sobre a Ucrânia, mas ainda sem datas definidas.
- Dmitriev esteve nos EUA em dezembro e teve dois dias de conversas com Witkoff e Kushner; Witkoff classificou as conversas como produtivas.
O enviado especial do presidente russo, Kirill Dmitriev, deve viajar a Davos nesta semana para participar do Fórum Econômico Mundial e conversar com membros da delegação dos EUA, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto.
A previsão é de que as reuniões ocorram na margem do evento, que acontece na cidade suíça. A ideia é debater o andamento das negociações entre Rússia e Ucrânia e as perspectivas de um acordo pacífico, segundo as fontes que solicitaram anonimato.
Rustem Umerov, principal negociador da Ucrânia, afirmou no domingo que as discussões com autoridades americanas sobre a resolução do conflito, já próximo de quatro anos, devem continuar em Davos nesta semana.
Davos e desdobramentos diplomáticos
A reunião de Dmitriev com membros da delegação dos EUA ocorre em meio a uma série de encontros envolvendo Washington, Moscou e Kiev, com foco em avanços para um acordo sobre a Ucrânia.
A divulgação ocorre pouco depois de Dmitriev viajar aos Estados Unidos em dezembro, quando manteve duas jornadas de conversas com Steve Witkoff, assessor de Donald Trump, e Jared Kushner, genro do ex-presidente. Ao retornar, Dmitriev informou a Putin sobre os resultados.
Witkoff e Kushner também tiveram encontros com autoridades ucranianas e europeias, além de uma reunião separada com a delegação ucraniana liderada por Umerov. Witkoff classificou as discussões como produtivas e construtivas.
No diálogo entre Trump e Putin em 29 de dezembro, o governo americano descreveu a conversa como positiva, centrada na guerra na Ucrânia. Em 14 de janeiro, Trump afirmou à Reuters que a Ucrânia seria responsável por obstruir um possível acordo de paz, divergir de posições europeias.
A administração russa disse estar preparada para receber Witkoff e Kushner em Moscou para novas negociações sobre a Ucrânia, mas ainda não definiu datas. As informações são da Reuters.
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