- Forças de oposição sul-sudanesas (SPLA-IO) chamam marcha para Juba após ganhos no campo de batalha, sinalizando escalada na linguagem do grupo.
- O SPLA-IO capturou a cidade de Pajut, a mais de 300 km ao norte da capital, levando Bor a ficar mais próximo de ficar sob controle do grupo.
- O vice-chefe de Estado-Major de Operações, Wisley Welebe Samson, ordenou que as forças do SPLA-IO avancem para Juba a partir de todas as direções para remover o regime anti-paz, segundo o porta-voz Col. Lam Paul Gabriel.
- O governo sul-sudanês não comentou as informações; o porta-voz do governo não estava disponível para comentar.
- A região registra novos confrontos desde o ano passado, com deslocamento de pessoas e a ONU condenando ataques aéreos indiscriminados que ferem o acordo de paz de 2018.
O SPLA-IO pediu uma marcha para Juba após ganhos no campo de batalha, sinalizando escalada na retórica e nas ambições desde meses de confrontos no país. A ofensiva ocorre em meio a tensões que a ONU diz ocorrer em escala não vista desde 2017.
A facção capturou a cidade de Pajut, a mais de 300 km ao norte da capital Juba, no norte do Estado de Jonglei, em combates intensos na semana passada. A tomada aproxima Bor, capital estadual, de possível alcance dos dirigentes do SPLA-IO.
Wisley Welebe Samson, vice-chefe de Estado-Maior para Operações, ordenou que as forças do SPLA-IO avancem a Juba de todas as direções para “remover o regime anti-paz” em Juba, conforme informou o porta-voz Col. Lam Paul Gabriel. A retratada ordem elevou o tom do grupo.
Da parte das forças leais ao governo, não houve comentário imediato em resposta ao anúncio. Também não havia disponibilidade imediata de um porta-voz do governo para falar sobre o assunto.
A história recente de violências remonta ao período 2013-2018, quando conflitos entre facções dividiram o país por questões étnicas, registrando centenas de milhares de mortes. Um acordo de paz de 2018 estabilizou o cenário, ainda que choques locais persistissem.
Pelo menos uma ativista de Jonglei informou que os combates expulsaram moradores de suas casas, com muitos deslocados para áreas alagadas e inabitáveis. Organizações humanitárias vêm alertando para agravamento das dificuldades no terreno.
A Comissão de Direitos Humanos da ONU emigrou severas críticas ao que descreve como sabotagem deliberada do acordo de paz de 2018, incluindo bombardamentos aéreos indiscriminados. A agência externa monitora violações e pressiona por cessar-fogo.
jornalistas Denis Logonyi; redação de Aaron Ross; edição de Mark Heinrich.
Observação: este texto é uma reescrita objetiva das informações disponíveis, sem opiniões ou conclusões.
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