- O Kremlin diz que Vladimir Putin foi convidado para integrar o “board of peace” de Trump, criado para supervisionar um cessar-fogo em Gaza; Washington ainda não confirmou.
- O porta‑voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Moscou quer esclarecer os detalhes da oferta antes de responder.
- O convite ocorre em meio à continuidade da invasão da Ucrânia, com Putin mantendo posição contrária a cessar-fogo nas linhas atuais.
- Os primeiros nomes anunciados para a junta incluem o próprio Trump (presidente), Tony Blair, Marco Rubio, Jared Kushner e Ajay Banga.
- Relatos indicam que outros líderes teriam recebido convites, com eventual taxa de 1 bilhão de dólares por país; Kirill Dmitriev deve participar do Fórum Econômico Mundial em Davos e pode haver encontros com delegação dos EUA.
Vladimir Putin foi convidado a integrar o chamado “board of peace” criado por Donald Trump para supervisionar um cessar-fogo em Gaza. A informação foi anunciada pelo Kremlin na segunda-feira, que afirmou buscar esclarecer nuances do convite antes de responder a Washington.
Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, a Rússia avalia a proposta com cautela e pretende discutir detalhes com os EUA. O anúncio ocorre em meio a tensões pela continuidade da ofensiva russa na Ucrânia e a rejeição de propostas de cessar-fogo por Moscou.
A agenda do board foi apresentada semanas atrás como apoio a um processo de transição para a paz em Gaza, incluindo um comitê de especialistas palestinos e a supervisão de atividades diárias na região. A iniciativa recebeu respaldo limitado de órgãos internacionais.
Quem está envolvido e o que veio a público
Os primeiros nomes divulgados para o conselho incluem Donald Trump como presidente, Tony Blair como ex-primeiro-ministro britânico, Marco Rubio como secretário de Estado dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner. A presidência fica com Trump, segundo os anúncios.
Relatos indicam que líderes de Argentina, Paraguai, Turquia e Egito teriam recebido convites para integrar o board, com a possibilidade de outras nações participarem. Cada país seria responsável por pagar cerca de 1 bilhão de dólares pela adesão.
Contexto internacional e desdobramentos
A participação de Putin no grupo levanta questionamentos sobre a linha de atuação de Trump em relação à Rússia e à guerra na Ucrânia. O Kremlin afirmou ainda que Dmitriev, enviado especial, participará do Fórum Econômico Mundial em Davos, com encontros previstos com a delegação dos EUA.
Paralelamente, Trump enviou carta ao primeiro-ministro norueguês, sugerindo críticas a decisões que envolvem prémios de paz. A linguagem e o tom da comunicação geram incertezas sobre o equilíbrio entre diplomacia e pressão política.
Repercussão diplomática
A iniciativa de um comitê internacional para supervisionar Gaza é cercada de controvérsias. Organismos internacionais não confirmaram o alcance ou a viabilidade prática do board, e eventos adicionais podem definir o andamento das negociações.
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