- A Lista Mundial da Perseguição 2026 aponta crescimento da perseguição aos cristãos em várias regiões, especialmente na Ásia, Oriente Médio e África.
- Mais de 360 milhões de cristãos vivem em países onde há perseguição religiosa.
- Ao menos 5.000 cristãos foram mortos por motivos religiosos no último ano; mais de 4.000 foram presos; mais de 2.000 obrigados a fugir; e mais de 1.000 igrejas ou comunidades cristãs atacadas ou destruídas.
- A crise tem impacto humano direto, com fleste forçados a abandonar seus países e piora de acesso a saúde, educação e trabalho.
- A Anistia Internacional pede ações de governos e da comunidade internacional para proteger as vítimas, garantir a liberdade religiosa e combater a intolerância.
A Lista Mundial da Perseguição 2026 aponta um aumento significativo na perseguição a cristãos em várias regiões. O relatório foi apresentado nesta quarta-feira, 19, pela Anistia Internacional, destacando impactos humanitários e deslocamentos forçados.
Segundo a organização, a crise tem raízes em disputas políticas, religiosas e étnicas, com apoio de governos e grupos extremistas em muitos casos. A perseguição é descrita como um fenômeno global, não restrito a regiões específicas.
Mais de 360 milhões de cristãos vivem em países com perseguição religiosa, aponta o levantamento. No último ano, mais de 5.000 pessoas foram mortas por motivos religiosos, e mais de 4.000 foram presas.
Mais de 2.000 cristãos foram obrigados a fugir de seus países, segundo o relatório. Também houve ataques ou destruição de mais de 1.000 igrejas e comunidades cristãs ao redor do mundo.
A Anistia Internacional pede medidas concretas dos governos para proteger vítimas e promover a liberdade religiosa. A organização também ressalta a importância da atuação da comunidade internacional na denúncia de violações.
A secretaria-geral Agnès Callamard afirmou que a intolerância religiosa e a violência geram graves impactos na saúde, educação e trabalho das pessoas afetadas, agravando a crise humanitária.
A pesquisa aponta que a perseguição não ocorre apenas em países de maioria muçulmana ou comunista, mas também em democracias e sistemas laicos. O documento ressalta a necessidade de resposta global coordenada.
A instituição conclui que a proteção de vulneráveis e o respeito aos direitos humanos são essenciais para a paz e a estabilidade mundial. O relatório serve como alerta para mobilização e ação contínua.
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