- O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, indicou seu sobrinho para o conselho de governadores do banco central, segundo fontes citadas pela Reuters.
- O nomeado é Thomas Djiwandono, que substitui Juda Agung no cargo de membro do conselho do Bank Indonesia (BI).
- Djiwandono deverá passar por um teste de aptidão no parlamento; ele é ex-empresário e foi educado nos Estados Unidos.
- A nomeação ocorre em meio a preocupações sobre a independência do BI, à medida que o governo busca crescimento econômico de 8% até 2029.
- O movimento acontece enquanto o parlamento discute um projeto de lei para fortalecer o papel do BI na promoção do crescimento econômico.
JAKARTA, 19 jan. O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, indicou seu sobrinho para compor o conselho de governadores do Banco Central. A nomeação ocorre em meio a preocupações sobre a independência da autoridade monetária diante de metas de crescimento econômico do governo. A indicação foi revelada por duas fontes à Reuters.
Thomas Djiwandono, com formação nos EUA, deverá passar pelo processo de avaliação de aptidão no Parlamento antes de assumir o cargo. Ele substituirá Juda Agung, atual membro do conselho, segundo as fontes.
A nomeação coincide com o esforço do governo de ampliar o apoio ao programa de crescimento econômico. O BI já havia lançado acordo de compartilhamento de encargos com o governo para financiar programas estatais.
Djiwandono deverá encarar a validação parlamentar como parte de um processo de seleção que envolve o governador e demais vice-governadores. O BIS é responsável por definir políticas de juros e dirigir a política monetária nacional.
O atual processo ocorre em meio a discussões no Parlamento sobre um projeto de lei que reforça o papel do banco central na promoção do crescimento. O próximo parecer do BI está previsto para esta semana.
Contexto institucional
- O BI é composto por um governador e vários vice-governadores, com voto nas decisões sobre juros.
- Indicações costumam vir de administradores com carreira no setor financeiro para aprovação parlamentar.
- A nomeação de um membro ligado ao governo pode ampliar o alinhamento entre política fiscal e monetária.
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