- A primeira-ministra Sanae Takaichi vai convocar eleição nacional para 8 de fevereiro, dissolvendo o Parlamento para que haja votação para todos os 465 assentos da Câmara Baixa.
- O objetivo é buscar apoio dos eleitores para aumento de gastos, cortes de impostos e uma nova estratégia de segurança que acelere o desenvolvimento da defesa.
- Ela prometeu suspender por dois anos o imposto de consumo de oito por cento sobre os alimentos, justificando planos de gasto que devem criar empregos e ampliar receitas.
- A aposta busca fortalecer o controle da coalizão entre o Partido Liberal Democrata e Ishin, avaliando o desempenho público em um momento de preocupação com o custo de vida.
- O governo pretende elevar os gastos com defesa para dois por cento do PIB, citando tensões com a China em torno de Taiwan e disputas no Mar da China Oriental.
O premiê do Japão, Sanae Takaichi, convocou eleições nacionais para 8 de fevereiro. O país seguirá com a dissolução da Câmara dos Deputados para votação de todos os 465 assentos, em meio a planos de gastos, cortes de impostos e nova estratégia de segurança.
A medida marca o primeiro teste eleitoral de Takaichi desde que se tornou a primeira mulher a chefiar o governo, em outubro. A eleição ocorrerá no contexto de reformas no poder e de tentativas de ampliar sua base de apoio.
Ela propõe manter o imposto de consumo de 8% cobrado sobre alimentos suspenso por dois anos. O pacote de gastos visa criar empregos, aumentar o consumo das famílias e ampliar a arrecadação por meio de outras fontes.
Cenário econômico e defesa
A proprietária de votos no plano abriria espaço para cortes de impostos estimados em 5 trilhões de ienes anuais, o que pressionou a demanda por títulos de 10 anos, atingindo o maior patamar em 27 anos.
A convocação ocorre num momento de tensão regional, com a intenção de acelerar o incremento dos gastos com defesa para 2% do PIB, frente a disputas com a China ao redor de Taiwan e ilhas no Mar da China Oriental.
A economia japonesa, diante do aumento do custo de vida, é o foco das campanhas, já que 45% dos entrevistados pela NHK apontaram preços como principal preocupação.
Entre na conversa da comunidade