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Trump cobra US$ 1 bi de países por vaga em seu Conselho de Paz global

Trump cobra US$ 1 bilhão por assento no Conselho de Paz, órgão que promete promover a estabilidade global e enfrenta ceticismo de aliados

O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Mandel NGAN / AFP
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  • Donald Trump propõe que países que integrem o “Conselho de Paz” paguem US$ 1 bilhão por uma vaga, com mandato inicial de três anos ou mais tempo mediante aporte financeiro no primeiro ano.
  • O Conselho de Paz seria presidido por Trump, que teria poderes amplos, incluindo a prerrogativa de convidar membros e votar, além de poder revogar participação de nações.
  • A ideia surgiu para supervisionar a reconstrução de Gaza, mas o estatuto indica que suas funções vão além desse território.
  • Reações iniciais de França e Canadá foram frias; Paris não pretende responder favoravelmente e o Canadá afirmou que não pagará por assento no momento.
  • Críticas dizem que a iniciativa desafia a ONU e o multilateralismo; convites já foram enviados a líderes de Egito, Turquia, Argentina, Canadá e Brasil, com nomes associados a Trump na condução do projeto.

O presidente dos EUA, Donald Trump, propõe que países que integrem seu Concilio de Paz paguem US$ 1 bilhão por um assento. O organismo, que ele preside, diz buscar estabilidade global, conforme estatutos obtidos pela AFP.

Líderes convidados incluem Vladimir Putin, Viktor Orbán e Mark Carney. A adesão seria por três anos, ou mais tempo mediante contribuição financeira no primeiro ano, segundo a carta fundacional divulgada.

O Concilio de Paz surgiu para supervisionar a reconstrução de Gaza, mas pode atuar além daquele território, conforme as normas apresentadas. Trump seria o presidente inaugural, com poderes amplos para convidar membros e ditar votações.

O formato prevê que Estados aceitem mandato de até três anos, renovável pelo presidente, com exceção dos que contribuírem acima de US$ 1 bilhão no primeiro ano. O estatuto confere ainda autoridade para criar ou dissolver entidades subsidiárias.

O que é?

O Concilio de Paz se propõe a promover a estabilidade, restabelecer governança legítima e buscar paz duradoura em regiões afetadas por conflitos, segundo o preâmbulo. O texto também critica abordagens de paz que, segundo ele, institucionalizam crises.

A carta aponta a necessidade de uma organização de paz internacional mais ágil e eficaz. Trump fica como líder da instituição, com prerrogativas para confirmar ou revogar participação de nações.

Reações

França e Canadá reagiram com reserva inicial. Em Paris, fontes próximas ao presidente Macron disseram que não haveria resposta favorável de imediato, citando preocupações com princípios da ONU.

O Ministério das Relações Exteriores francês reforçou o compromisso com a Carta das Nações Unidas e com o multilateralismo. O Canadá afirmou que ainda não foi solicitada adesão ao Concilio de Paz.

Estudos acadêmicos destacam que a autorização do Conselho de Paz para agir em Gaza pode não abranger apenas aquele território, segundo especialistas consultados pela AFP.

Críticas

Analistas veem risco de desafiar o direito multilateral ao criar um órgão com financiamento direto por Estados. A iniciativa é vista como contrária a estruturas de organizações internacionais existentes.

Trump tem repetidamente criticado a ONU e sinalizou saída de várias organizações de tratados internacionais. O Concilio de Paz já conta com convites para líderes de diversos países, inclusive Brasil, Egito e Turquia.

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