- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou suas ameaças de tomar Greenland à falha em ganhar o Nobel da paz, em carta ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre.
- A autenticidade da carta foi confirmada por Støre; Trump disse que, após não vencer o prêmio, não precisa mais pensar apenas em paz.
- Ele afirmou que pode agora pensar no que é bom para os Estados Unidos e citou questões de segurança nacional envolvendo Greenland.
- No fim de semana, Trump ameaçou impor uma tarifa de 10% sobre importações de diversos países europeus até que Washington possa adquirir a ilha.
- O Nobel da paz de 2025 foi para Maria Corina Machado, que dedicou a medalha a Trump; Støre lembrou que o prêmio é decidido por um comitê independente.
Donald Trump escreveu uma carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, associando ameaças de tomar Greenland à ausência de um Nobel da paz. O conteúdo foi considerado autêntico por Støre, segundo VG.
Na carta, Trump afirma que, por não ter ganhado o prêmio, não precisa mais “pensar puramente em paz” e pode considerar o que é bom para os EUA. Ele cita ter encerrado oito guerras como justificativa para reorientar seu foco.
Quem está envolvido é o presidente dos EUA, Donald Trump, o premiê da Noruega, Jonas Gahr Støre, e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, citado no envio. A autenticidade da comunicação foi confirmada por Støre.
Contexto diplomático e econômica
No fim de semana, Trump também sinalizou que poderia impor uma tarifa de 10% sobre importações de vários países europeus a partir de 1º de fevereiro, até que os EUA possam adquirir Greenland. A medida ampliaria tensões transatlânticas.
Reações oficiais na União Europeia incluem autoridades que avaliam retaliações e sanções. Diplomatas discutem medidas para conter impactos econômicos e políticos da posição dos EUA sobre a ilha estratégica e rica em minérios.
Nobel da paz e desdobramentos
O Nobel da paz é concedido por um comitê independente da Noruega. O prêmio de 2025 foi para a líder venezuelana Maria Corina Machado, que recentemente entregou sua medalha a Trump, conforme relatos. O episódio alimenta o debate sobre influência política na candidatura ao prêmio.
Støre reiterou que o prêmio é decidido por um comitê independente e não depende do governo. O diálogo entre Oslo e Washington continua a evoluir, com foco na segurança nacional e no controle de Greenland.
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