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Bessent pede à Europa para não reagir às tarifas de Trump sobre a Groenlândia

Secretário do Tesouro dos EUA pede que a Europa não reaja às tarifas sobre Groenlândia, defendendo pausa para evitar escalada comercial

Speaking at the World Economic Forum in Davos, Scott Bessent accused the media of ‘hysteria’. Photograph: Markus Schreiber/AP
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  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu à Europa que não retalie contra as tarifas de Groenlândia anunciadas por Donald Trump.
  • Em Davos, ele pediu que países e empresas pausem e deixem a situação se desenrolar, citando a volatilidade dos mercados.
  • Trump ameaça impor tarifas de 25% sobre diversos países europeus para pressionar a questão da Groenlândia.
  • Bessent afirmou que retaliação seria prejudicial e lembrou da guerra comercial EUA–China do ano passado como exemplo.
  • A presidente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, pediu evitar uma nova guerra comercial, enquanto mercados globais ficaram sensíveis à crise.

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, pediu a países europeus que nãoRetaliem às tarifas anunciadas por Trump ligadas à crise da Groenlândia. A declaração aconteceu em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, em meio a incertezas globais. Bessent sugeriu que governos e empresas pausem e deixem os desdobramentos ocorrerem.

Ele comparou a situação a guerras comerciais anteriores, dizendo que a escalada seria prejudicial e que as negociações em curso devem ser consideradas. O secretário afirmou que as tarifas previstas por Trump são distintas de acordos comuns e reforçou a confiança em contratos comerciais já firmados.

Bessent participou de uma coletiva na sessão anual de líderes globais, destacando que não espera uma suspensão de compras de títulos dos EUA por parte da Europa. Ele alegou que fortalezas do mercado norte-americano ajudam a manter a credibilidade do país diante de credores externos.

Contexto econômico e reação de mercados

Nos últimos dias, bolsas globais oscilaram com a tensão entre EUA e aliados. Corretores apontam que a linguagem de Trump elevou a volatilidade, enquanto o petróleo e metais atingiram patamares voláteis. Economistas destacam que a dívida pública dos EUA envolve negociação com mercados internacionais.

Bessent também citou uma nota de Deutsche Bank, argumentando que a Europa detém uma parcela significativa de títulos dos EUA. Ele classificou como narrativa falsa a ideia de que a Europa deixará de financiar o Tesouro americano.

Em Davos, o Financial Times reportou críticas de autoridades europeias, que discutem a reativação de tarifas sobre bens europeus. A coordenadora do FMI, Kristalina Georgieva, pediu evitar uma nova rodada de retaliações comerciais para proteger a recuperação global.

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