- Canadá e China fecharam acordo comercial preliminar que abriria o mercado canadense a veículos elétricos chineses e reduziria tarifas a exportações agrícolas do Canadá.
- Ottawa apresenta o acordo como forma de se reposicionar num cenário global dividido e incerto, especialmente diante de um EUA sob Donald Trump.
- Dados de 2025 mostram queda histórica na taxa de natalidade da China, com a população encolhendo em cerca de 3 milhões de pessoas.
- China continua buscando metas estratégicas globais, com foco em tecnologias verdes e influência sobre a diáspora chinesa, mantendo clareza de suas prioridades.
- Em Londres, China obteve aprovação para uma megassembla diplomática, ainda sujeita a possíveis atrasos por contestações legais.
Canada e China fecharam um acordo comercial preliminar na sexta-feira, abrindo o mercado canadense para veículos elétricos chineses e reduzindo tarifas sobre exportações agrícolas. Ottawa vê o movimento como forma de enfrentar um cenário global dividido.
O acordo ocorre após a deterioração das relações em 2018, quando Ottawa prendeu Meng Wanzhou e a China deteve cidadãos canadenses. Analistas veem a relação com Beijing como mais previsível do que a dos EUA sob Trump.
O que está em jogo envolve estratégias geopolíticas, comércio verde e escolhas sob pressão de equilíbrio entre potências. A novidade também levanta debates sobre influência externa na política canadense.
Nascente demográfica e Taiwan
Nesta semana, a China divulgou dados de 2025 marcando recorde de queda na taxa de natalidade, com redução populacional de cerca de 3 milhões. Governos estudam medidas para mitigar o envelhecimento da população.
Especialistas ressaltam que a diminuição pode exigir reformas como ajuste da idade de aposentadoria, estímulos à imigração ou políticas pró-natalistas. O impacto econômico a médio prazo é debatido.
Mega-embaixada em Londres
Paralelamente, a China obteve aprovação de planejamento para uma grande embaixada em Londres. O projeto visa ampliar laços comerciais, mas enfrenta críticas sobre potencial uso para espionagem.
Britânicos indicam riscos de segurança e custos, enquanto o governo de Keir Starmer busca diversificar parceiros para compensar efeitos do Brexit na economia. Desafios legais podem postergar a obra.
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