- A Organização das Nações Unidas (ONU) realizará, nos próximos dias, uma sessão de emergência do Conselho de Direitos Humanos para discutir a violência contra os protestos no Irã.
- A finalidade é abordar o que classificam como violência alarmante, repressões aos manifestantes e violações do direito internacional, segundo uma carta de representação da Islândia em nome de um grupo de países.
- Autoridades iranianas afirmam ter verificado pelo menos 5 mil mortes nas protests, as maiores desde 2022.
- O alto-comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, já condenou a violência, conforme registrado pela agência.
- A Human Rights Watch pediu a criação de uma investigação já existente pelo Conselho, criada em 2022, para apurar as mortes e ampliar o financiamento. O Irã rebateu, dizendo que os choques decorreram de ataques armados contra as forças de segurança.
O Conselho de Direitos Humanos da ONUδιο vai realizar uma sessão de emergência sobre o Irã nos próximos dias. A iniciativa busca debater a violência considerada alarmante contra manifestantes, segundo um documento visto pela Reuters.
A sessão é proposta por um grupo de países, incluindo Islândia, Alemanha e Reino Unido, em carta enviada pelo embaixador islandês Einar Gunnarsson. O objetivo é tratar de relatos de violência e de violações do direito internacional de direitos humanos no país.
Segundo autoridades iranianas, as autoridades verificaram pelo menos 5 mil mortes durante as manifestações mais importantes desde 2022. O relatório aponta também para uma repressão a protestos e solicita investigações independentes.
Situação na ONU
A organização humanitária Human Rights Watch denunciou execuções em massa sem base legal e pediu que a ONU reative uma verificação já criada pelo Conselho em 2022. A entidade pede financiamento adicional para tocar o assunto com mais profundidade.
A missão diplomática do Irã não respondeu de imediato a pedidos de comentário. Diplomatas afirmam que o Irã enviou páginas de contra-argumentos às alegações de repressão, afirmando que os confrontos ocorreram após ataques armados às forças de segurança.
A Reuters informou que o Conselho, caso requeira, pode solicitar mecanismos existentes para apurar mortes e ampliar o esforço de monitoramento dos direitos humanos no Irã. A próxima etapa envolve agenda e logística da sessão.
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