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Coreia do Norte produz material nuclear suficiente para até 20 armas por ano

Coreia do Norte produz material nuclear para fabricar até vinte armas por ano; avanço em mísseis intercontinentais aumenta riscos globais

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  • Coreia do Norte produz material nuclear suficiente para fabricar de 10 a 20 armas por ano, segundo o presidente sul-coreano Lee Jae-myung.
  • Pyongyang também busca aprimorar a tecnologia de mísseis balísticos de longo alcance para atingir os Estados Unidos.
  • Lee afirmou que, em algum momento, a Coreia do Norte terá arsenal suficiente para manter o regime e produzir mísseis balísticos intercontinentais capazes de ameaçar o mundo.
  • Especialistas estimam que o país já possui dezenas de ogivas nucleares, mesmo com sanções internacionais.
  • O regime norte-coreano alega que o arsenal é dissuasão contra a ameaça dos Estados Unidos e aliados e não pretende abrir mão das armas; Lee tem defendido diálogo desde junho, sem retorno favorável de Pyongyang.

A Coreia do Norte estaria produzindo material nuclear suficiente para fabricar entre 10 e 20 ogivas por ano, segundo o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. A informação foi divulgada nesta quarta-feira em coletiva de imprensa. A leitura é de que Pyongyang avança no arsenal nuclear.

O anúncio foi feito durante coletiva em Seul, com foco também na ampliação da capacidade de mísseis balísticos de longo alcance. O objetivo, segundo o governo sul-coreano, é aumentar a capacidade de dissuasão de Pyongyang frente a Estados Unidos e aliados.

Lee Jae-myung afirmou que, em algum momento, a Coreia do Norte terá o arsenal necessário para manter o regime. Além disso, o país buscará a posse de mísseis intercontinentais capazes de ameaçar o mundo, conforme o relato do governante.

Reação e contexto internacional

Especialistas indicam que Pyongyang já possui dezenas de ogivas, mesmo diante de sanções internacionais. O governo norte-coreano sustenta que o arsenal funciona como dissuasão contra ameaças militares dos EUA e de seus aliados. A postura norte-coreana é de manter as armas como parte de sua política de segurança.

Desde que assumiu o cargo, Lee tem defendido o resgate do diálogo com o Norte, que, por sua vez, não sinalizou disponibilidade para a retomada de negociações. O tema envolve a tensão regional e as tentativas de reduzir riscos de escalada.

O governo sul-coreano ressalta a necessidade de monitoramento externo e de cooperação internacional para entender o ritmo do programa nuclear de Pyongyang. A notícia chega em meio a um cenário de desmotivação de avanços diplomáticos.

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