- Enviados de Donald Trump e de Vladimir Putin participaram de reunião em Davos sobre um possível acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia, e disseram que o encontro foi “very positive” e “constructive”.
- A reunião, que durou em torno de duas horas, ocorreu após conversas dos EUA com a Rússia, com Kyiv e com líderes europeus, ainda sem um acordo.
- Participaram do encontro o enviado de Putin, Kirill Dmitriev, o enviado de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner.
- Parlamentares europeus e aliados da Ucrânia expressaram cautela, temendo que os EUA possam exigir concessões territoriais à Ucrânia.
- O posicionamento russo permanece de que a Crimea, Donbas, Kherson e Zaporizhzhia são parte da Rússia, enquanto a Ucrânia e a maioria dos países continuam a considerar as fronteiras como pertencentes à Ucrânia.
Os enviados do ex-presidente Donald Trump e do presidente Vladimir Putin disseram nesta terça-feira que a reunião em Davos sobre um possível acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia foi considerada muito positiva e construtiva. O encontro ocorreu em Davos, na conferência de Davos, com foco em um acordo futuro.
Segundo as informações, Washington tem realizado conversas com a Rússia, de forma separada com Kiev e com líderes europeus, sobre como encerrar o conflito, embora ainda não tenha chegado a um acordo concreto. Os representantes destacaram o ritmo das negociações, sem indicar um desfecho imediato.
O representante de Putin, Kirill Dmitriev, descreveu o diálogo como construtivo e afirmou que cresce a compreensão entre as partes sobre a percepção da posição russa. O emissário de Trump, Steve Witkoff, também sinalizou uma reunião positiva, segundo a agência RIA.
A reunião durou cerca de duas horas, conforme uma fonte confidencial citada pela imprensa. O resultado buscado envolve o fim da guerra mais devastadora na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, a definição sobre o futuro da Ucrânia e o papel de potências europeias no processo de paz.
O conflito começou com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, após anos de tensão no leste do país. A Rússia controla cerca de 19% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014, além de partes do Donbas, Kherson e Zaporizhzhia, segundo relatos internacionais.
A Ucrânia sustenta que não aceitará as mudanças de fronteira impostas pela força. Países europeus enfatizam que, se a Rússia vencer, pode haver riscos para a segurança regional e para a coesão da OTAN, enquanto Moscou nega planos de atacar membros da aliança.
Autoridades russas destacam que as negociações podem avançar na prática apenas com base nas condições que forem admitidas pela realidade no terreno. O governo de Kiev e seus aliados reiteram a necessidade de respeito à integridade territorial da Ucrânia.
O Departamento de Defesa da Ucrânia informa números de perdas militares, enquanto a Rússia e Kiev não publicam dados oficiais de baixas. O objetivo das conversas atuais é buscar um arranjo que estabilize a região, sem detalhar as condições já discutidas.
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