- O enviado comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que não seria prudente usar o mecanismo de defesa econômica conhecido como bazuca comercial em resposta à ameaça de tarifar países europeus.
- A posição foi reiterada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e ocorreu durante a cúpula de Davos, na Suíça.
- Emmanuel Macron havia convidado o uso desse instrumento para enfrentar a coerção da União Europeia diante do plano de Donald Trump.
- A União Europeia nunca recorreu a essa bazuca, criada para responder a pressões econômicas de terceiros que buscam influenciar políticas.
- Oito países europeus, membros da Otan, opositores do plano de Trump, enviaram recentemente uma missão militar de reconhecimento à Groenlândia, território autônomo dinamarquês.
O enviado comercial dos Estados Unidos alertou os países europeus para não recorrerem ao mecanismo de defesa econômica conhecido como bazuca comercial. A fala ocorreu nesta terça-feira, 20, durante a cúpula de Davos, na Suíça, em meio às pressões sobre a UE diante de tarifas propostas por Donald Trump.
O alerta reforça a posição dos EUA diante da ameaça de Trump de impor tarifas de até 25% a oito países europeus que resistem ao seu plano. Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, disse aos jornalistas que usar o instrumento contra a coerção não seria prudente, repetindo comentário do secretário do Tesouro, Scott Bessent.
A UE nunca acionou esse mecanismo, cuja função é responder a pressões econômicas usadas para influenciar decisões políticas. A ideia é evitar que tarifas ou sanções sejam usadas como ferramental de política externa entre blocos.
Contexto
Dirigentes europeus divergem sobre a resposta: alguns defendem negociar com Washington, enquanto outros insistem em enfrentar o que chamam de chantagem sobre a Groenlândia, território autônomo dinamarquês. Trump tem argumentado que a Groenlândia é estratégica para a segurança nacional.
Desde a volta de Trump à Casa Branca, o tema da Groenlândia ganhou peso político. Ele aponta a ilha, rica em minerais e terras raras, como elemento para conter a influência russa e chinesa no Ártico.
Oito países europeus manifestaram oposição direta ao plano de Trump e, na semana passada, enviaram uma missão militar de reconhecimento à região. Entre eles estão Reino Unido, Alemanha e França, grandes potências da Europa, todos membros da Otan.
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