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EUA orienta Europa a evitar uso de bazuca comercial

EUA alertam Europa que usar bazuca comercial não seria prudente diante da ameaça de Trump sobre Groenlândia, enquanto UE avalia opções

Donald Trump, na Casa Branca. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • O enviado comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que não seria prudente usar o mecanismo de defesa econômica conhecido como bazuca comercial em resposta à ameaça de tarifar países europeus.
  • A posição foi reiterada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e ocorreu durante a cúpula de Davos, na Suíça.
  • Emmanuel Macron havia convidado o uso desse instrumento para enfrentar a coerção da União Europeia diante do plano de Donald Trump.
  • A União Europeia nunca recorreu a essa bazuca, criada para responder a pressões econômicas de terceiros que buscam influenciar políticas.
  • Oito países europeus, membros da Otan, opositores do plano de Trump, enviaram recentemente uma missão militar de reconhecimento à Groenlândia, território autônomo dinamarquês.

O enviado comercial dos Estados Unidos alertou os países europeus para não recorrerem ao mecanismo de defesa econômica conhecido como bazuca comercial. A fala ocorreu nesta terça-feira, 20, durante a cúpula de Davos, na Suíça, em meio às pressões sobre a UE diante de tarifas propostas por Donald Trump.

O alerta reforça a posição dos EUA diante da ameaça de Trump de impor tarifas de até 25% a oito países europeus que resistem ao seu plano. Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, disse aos jornalistas que usar o instrumento contra a coerção não seria prudente, repetindo comentário do secretário do Tesouro, Scott Bessent.

A UE nunca acionou esse mecanismo, cuja função é responder a pressões econômicas usadas para influenciar decisões políticas. A ideia é evitar que tarifas ou sanções sejam usadas como ferramental de política externa entre blocos.

Contexto

Dirigentes europeus divergem sobre a resposta: alguns defendem negociar com Washington, enquanto outros insistem em enfrentar o que chamam de chantagem sobre a Groenlândia, território autônomo dinamarquês. Trump tem argumentado que a Groenlândia é estratégica para a segurança nacional.

Desde a volta de Trump à Casa Branca, o tema da Groenlândia ganhou peso político. Ele aponta a ilha, rica em minerais e terras raras, como elemento para conter a influência russa e chinesa no Ártico.

Oito países europeus manifestaram oposição direta ao plano de Trump e, na semana passada, enviaram uma missão militar de reconhecimento à região. Entre eles estão Reino Unido, Alemanha e França, grandes potências da Europa, todos membros da Otan.

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