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Ex-líder paramilitar colombiano é condenado por crimes contra povos indígenas

Tribunal colombiano condena ex-líder paramilitar a quarenta anos por crimes contra povos indígenas na Guajira; redução a oito anos depende de cooperação em reparação

Salvatore Mancuso gestures with his hand raised
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  • A corte colombiana condenou Salvatore Mancuso a quarenta anos de prisão por crimes contra comunidades indígenas em La Guajira entre 2002 e 2006, incluindo homicídios, desaparecimentos forçados e deslocamentos.
  • A decisão aponta que Mancuso foi responsável por cento e dezessete crimes cometidos por combatentes sob seu comando; a pena pode ser reduzida a oito anos se houver cooperação com atividades de verdade e reparação às vítimas.
  • Mancuso foi repatriado para a Colômbia em 2024 após cumprir longa pena nos Estados Unidos por tráfico de drogas e também possui cidadania italiana.
  • O ex-líder esteve à frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia/Autodefesa (AUC), grupo de direita ligado a tráfico e elites que buscava eliminar a insurgência.
  • O conflito armado colombiano deixou dezenas de milhares de vítimas até águas de 2018, e as negociações de paz incluem acordos com Farc desde 2016; o governo mantém diálogos com outros grupos, como o Golfo Clan.

Salvatore Mancuso foi condenado pela Justiça colombiana a 40 anos de prisão por crimes contra comunidades indígenas na região de La Guajira, entre 2002 e 2006, incluindo homicídios, desaparecimentos forçados e deslocamentos. A pena pode cair para oito anos se houver colaboração com atividades de verdade e reparação.

O tribunal especial que julga casos do conflito armado informou que Mancuso foi responsável por 117 crimes cometidos por integrantes sob seu comando, na zona varejista de La Guajira. A redução depende da cooperação com processos de verdade e reparação às vítimas.

Mancuso, hoje com 61 anos, foi repatriado para a Colômbia em 2024 após cumprir longa pena nos EUA por tráfico de drogas. O ex-líder paramilitar, que também tem cidadania italiana, teve pedidos de transferência para a Itália negados durante o cumprimento da pena.

Na década de 1990, Mancuso foi um dos comandantes das AUC, milícia de direita que atuou com traficantes de drogas e setores elites para desmobilizar insurgentes, segundo reportagens e investigações vinculadas ao grupo.

A Colômbia viveu décadas de conflito interno, com, segundo uma comissão da verdade, pelo menos 450 mil mortos entre 1985 e 2018. A AUC iniciou desarmamento em 2003, sob acordo com o governo, abrindo espaço para novas milícias.

Após a repatriação, Mancuso foi mantido sob custódia por meses. Em julho, tribunais colombianos determinaram que não havia penas pendentes, autorizando sua liberdade condicional. O caso envolve questões de reparação a vítimas.

O governo colombiano permanece envolvido em negociações com grupos armados, incluindo o Gulf Clan, considerado organização terrorista por órgãos internacionais. As negociações seguem em meio a um cenário de paz complexo.

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