- O governo britânico aprovou a construção de um vasto complexo de embaixada chinesa no leste de Londres, no Royal Mint Court, próximo à Tower Bridge.
- A decisão encerra, por ora, a saga que começou em 2018 sobre o local.
- Moradores do Royal Mint Court planejam entrar com recurso legal nas próximas semanas, com preocupação de despejo e de atrasos no projeto.
- MPs de várias vertentes contestaram a aprovação; autoridades de segurança dizem que os riscos de espionagem podem ser geridos, especialmente pela proximidade com cabos de dados que ligam à City de Londres.
- A aprovação ocorre sem input político no processo e, segundo analistas, pode facilitar a relação entre os dois países, já que Xi Jinping já havia levantado o tema com o primeiro-ministro em 2024 e Keir Starmer deve visitar a China no fim de janeiro.
O governo do Reino Unido aprovou a construção de um vasto complexo de embaixada chinesa no leste de Londres, na Royal Mint Court, próximo à Tower Bridge. A decisão encerra, pelo menos por ora, a saga iniciada em 2018 sobre o terreno.
O projeto envolve um complexo de grandes proporções e tem gerado críticas por questões de segurança e pelo impacto a exilados políticos na capital britânica.
Moradores da Royal Mint Court planejam entrar com uma ação judicial nas próximas semanas, contestando a decisão e alertando para o risco de despejo.
Membros do parlamento de diferentes espectros manifestaram oposição, enquanto serviços de segurança afirmam que podem gerenciar os riscos de espionagem, dada a proximidade do local a cabos de dados que conectam à City.
Ciaran Martin, ex-chefe do centro de cibersegurança da GCHQ, afirmou que as agências de inteligência não permitirão o empreendimento se houver riscos incontroláveis.
Autoridades dizem que não houve input político no processo de planejamento, mas a aprovação pode facilitar relações antes da visita de Keir Starmer à China, prevista para o fim de janeiro.
Beijing tem feito da embaixada uma prioridade na relação com o Reino Unido; Xi Jinping discutiu o tema com o primeiro-ministro na primeira ligação em agosto de 2024.
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