- Forças de Israel ordenaram a saída de dezenas de famílias palestinas de Bani Suhaila, leste de Khan Younis, na primeira evacuação forçada desde o cessar-fogo de outubro.
- Folhetos foram lançados na segunda-feira sobre acampamentos de tendas no bairro Al‑Reqeb, com mensagem de evacuação imediata em árabe, hebraico e inglês.
- Moradores dizem que ao menos 70 famílias foram impactadas, em áreas com tendas e casas parcialmente danificadas; изменения na “linha amarela” já ocorreram diversas vezes.
- O Hamas informou que a expansão da área sob controle israelense desde o cessar-fogo deslocou cerca de 3.000 pessoas; Israel afirma agir contra supostos “terroristas” que se aproximam de suas tropas.
- O cessar-fogo permanece na primeira fase, com grande parte de Gaza sob administração do Hamas e mais de 2 milhões de pessoas em áreas restritas; mais de 460 palestinos e três soldados israelenses morreram desde o acordo.
Israel ordena evacuação forçada de famílias em Gaza pela primeira vez desde o cessar-fogo
Forças israelenses ordenaram a saída de dezenas de famílias palestinas da faixa de Gaza, na primeira evacuação forçada desde outubro, quando houve o acordo de cessar-fogo. Segundo moradores e fontes de Hamas, o Exército ampliou a área sob seu controle na região leste de Khan Younis.
O recado chegou por panfletos lançados na segunda-feira na área de Al-Reqeb, em Bani Suhaila, com mensagens em árabe, hebraico e inglês: a área está sob controle das Forças de Defesa de Israel e a evacuação deve ocorrer imediatamente. A iniciativa marca um retorno a táticas vistas antes do cessar-fogo.
Relatos indicam que o aumento do controle ocorreu em áreas de acampamentos de tendas, com impactos sobre famílias que já viviam em condições precárias. Militantes vinculados ao Hamas afirmam que dezenas de famílias foram atingidas pela ordem, que envolve deslocamentos repetidos.
Segundo o Hamas, o deslocamento afeta milhares de pessoas na região leste de Khan Younis desde o início da expansão do controle. Autoridades de Gaza destacam a criação de uma crise humanitária adicional, principalmente para quem busca abrigo em áreas já danificadas.
Até o momento, o governo israelense não comentou de forma imediata a solicitação de esclarecimentos. Em paralelo, o cessar-fogo permanece em fase inicial, com controvérsias entre as partes sobre passos futuros para a desocupação total e a reconstrução de Gaza.
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