- A indústria de defesa do Paquistão está em alta após jets, drones e mísseis serem considerados “combat tested” em um conflito com a Índia no ano passado, atraindo compradores em potencial.
- Segundo três fontes paquistanesas, conversas estão em curso com treze países sobre JF-17 (desenvolvido com a China), aeronaves de treino, drones e sistemas de armas; seis a oito negociações estariam em estágio avançado.
- Países citados como compradores em potencial incluem Sudão, Arábia Saudita, Indonésia, Marrocos, Etiópia, Nigéria e o governo da Líbia oriental; negociações com Bangladesh e Iraque também foram publicamente reconhecidas pelo Exército paquistanês.
- A produção de JF-17 pode aumentar significativamente até 2027, com upgrades e expansão da fábrica principal; analistas veem o Paquistão como fornecedor militar cada vez mais relevante e com custos competitivos.
- A China permanece parceira-chave, mas existe cautela sobre objeções de Pequim; especialistas destacam que disputas geopolíticas podem afetar contratos, apesar do interesse global por equipamentos paquistaneses.
Pakistan vê aumento de interesse mundial em jets, drones e mísseis após uso em conflito com a Índia
Defesa paquistanesa está movimentada desde que aeronaves, drones e mísseis ganham o rótulo de combate testado após confronto com a Índia no ano passado. O país informa conversas com 13 nações sobre fornecimentos.
Aeroespacial paquistanesa aponta que seis a oito desses contatos estão em estágio avançado, envolvendo caças JF-17 fabricados com a China, bem como aeronaves de treino, drones e sistemas de armas. Dados vêm de três fontes Paquistão.
O ministério da Defesa e o governo não detalharam negócios, mas o ministro da produção de defesa confirma interesse de múltiplos países. Outra ala do governo não respondeu a pedidos de comentário.
Analistas destacam que a busca por novas cadeias de suprimento, após guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, torna satisfatória a oferta paquistanesa. Em combate com a Índia, JF-17 atuou ao lado de jatos chineses J-10.
China e Paquistão não comentaram oficialmente as negociações. O tema envolve várias frentes: caças, treinamento, armamento e cooperação em defesa. O fluxo de contato aumenta, mas assinaturas ainda não ficam claras.
Sudão, Arábia Saudita, Indonésia, Marrocos, Etiópia, Nigéria e a recém mencionada Líbia oriental figuram entre interessados, segundo fontes. Bangladesh e Iraque também aparecem em discussões públicas, segundo autoridades paquistanesas.
Para além de potenciais compradores, há no radar africano três países que não incluem Líbia nem Sudão, segundo fontes militares. O objetivo é ampliar a cadeia de suprimentos com participação de setores privados de defesa.
Panorama do fornecimento e produção
A viabilidade de ampliar a produção do JF-17 é crucial para sustentar a exportação. A meta é elevar o ritmo de fabricação até 2027, com possível duplicação da linha atual de cerca de 20 aeronaves por ano.
Analistas veem vantagem estratégica em oferecer plataformas de custo mais baixo no mercado, com benefícios de treinamento e suporte técnico. Países parceiros buscam opções menos onerosas que ocidentais.
Ameaça de pressões geopolíticas preocupa representantes paquistaneses, que dizem haver consultas, porém, com potencial de não se confirmar em negócios fechados. O ministro afirma tratar assuntos como segredos bem guardados.
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