- O ministro da defesa da Ucrânia anunciou a substituição do drone chinês DJI Mavic por uma versão doméstica com a mesma câmera, porém alcance maior; o fabricante não foi divulgado.
- A Ucrânia prevê uma reforma ampla na gestão e nos gastos do ministério, com foco na “matemática da guerra” e na criação de um sistema de comando de missão para drones e artilharia; aliados poderão treinar IA com dados de Kyiv.
- Um ataque russo cortou a energia para mais de um milhão de residentes de Kyiv e atingiu subestações críticas ligadas à segurança nuclear, afetando redes de usinas nucleares.
- Drone e mísseis deixaram quatro mortos em Zaporizhzhia e na região de Kyiv; a capital informou que mais de um milhão de famílias ficaram sem energia e muitos prédios sem aquecimento.
- Em Davos, envoys de Trump e Putin tiveram reunião sobre possível acordo de paz; o Russia’s envoy afirmou que o encontro foi positivo, e Zelensky pediu mais pressão dos EUA e sinalizou disposição de viajar a Davos.
Ukraine vai substituir drones Mavic fabricados na China por versão nacional
O ministro da Defesa da Ucrânia anunciou que as tropas começarão a usar um substituto doméstico para o drone chinês DJI Mavic. A medida visa reduzir a dependência de componentes chineses, uma preocupação desde o início da guerra.
A versão nacional manterá a mesma câmera, mas com maior autonomia de voo. O fabricante do novo modelo não foi revelado. A notícia marca uma mudança estratégica na logística de drones de reconhecimento.
Fedorov também confirmou uma reforma ampla na defesa baseada em dados, priorizando o desempenho em campo. O objetivo é premiar resultados e transformar a gestão orçamentária do ministério.
Entre as inovações, haverá um sistema de controle de missões para voos de drones e para equipes de artilharia, com mais dados sobre desempenho e eficácia. O ministério planeja treinar modelos de IA aliados com dados de combate de Kyiv.
Paralisação de energia atinge Kyiv e subestações
Um ataque aéreo russo deixou mais de um milhão de residências sem energia na capital ucraniana e afetou subestações ligadas às usinas nucleares. Entidades oficiais alertaram para danos a instalações críticas de segurança nuclear.
Centenas de mortes ainda foram registradas: quatro pessoas, três em Zaporizhzhia e uma na região de Kyiv, segundo informações oficiais. Outras áreas do leste, sul e norte do país sofreram interrupções de serviço.
O presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou, em pronunciamento, que mais de um milhão de lares ficaram sem energia em Kyiv e que muitos edifícios ficaram sem aquecimento. O chefe de Estado ressaltou também a gravidade dos impactos em bairros urbanos.
Acesso à energia foi interrompido em toda a usina de Chornobyl, onde o único abrigo do reator destruído permanece monitorado. A chanceleria ucraniana criticou ações russas, associando-as a riscos à segurança nuclear.
Diplomacia e perspectivas de paz
Na mesma sexta-feira, o encontro entre representantes dos EUA e da Ucrânia foi seguido por reunião em Davos, na Suíça, entre emisários de Trump e de Putin. O enviado russo afirmou que as negociações foram positivas e construtivas, com participação de figuras próximas a Washington.
Fontes envolvidas disseram que o diálogo busca caminhos para um acordo de paz, embora as partes mantenham posições firmes. O governo ucraniano tem reiterado a necessidade de garantias de segurança e cooperação internacional.
O presidente Zelenskyy pediu maior pressão dos EUA sobre Moscou, argumentando que Washington ainda pode aumentar a pressão econômica e tecnológica sobre o governo russo. A Ucrânia destaca a importância de novas garantias de segurança para a estabilidade regional.
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